O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), perdeu os 127 mil pontos nesta quarta-feira, fechando em queda de 0,96%, aos 124.768,71 pontos, impactado pelos dados do Caged acima do esperado e pelo fraco desempenho do setor de commodities e financeiro.
A Vale encerrou a sessão em queda de 0,61% e a Petrobras se manteve com desempenho misto: a ação ON (PETR3) caiu 0,17% e a PN (PETR4) manteve-se estável.
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No mercado internacional, destaque para a tensão global após Trump ameaçar a sanção de tarifas de 25% sobre importações da União Europeia e e confirmar que as taxas contra Canadá e México entrarão em vigor em 4 de março.
Em meio a tensões comerciais, os investidores em NY acompanham a divulgação de indicadores econômicos como os dados de auxílio-desemprego e a revisão do PIB do 4º trimestre, que traz o PCE do período.
No Brasil, em destaque na agenda desta quinta-feira (27), a divulgação do IGP-M de fevereiro, os resultados fiscais do Governo Central e a Pnad Contínua, ainda com o mercado repercutindo dados do Caged maiores que o esperado, disparando alerta de pressão inflacionária.
Com a tensão comercial pressionando os índices e a preocupação do mercado interno com o cenário fiscal, o dólar abriu em alta de 0,10%, a R$ 5,80 e o dólar futuro, sobe 0,13%, a R$ 5,81. Os juros futuros também abriram em alta, enquanto o Ibovespa futuro cai 0,62%, aos 126.085 pontos.
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Manchetes desta manhã
- Trump ameaça impor tarifas de 25% sobre importações da UE (Valor)
- Lucro da Petrobras cai 70% em 2024 e atinge menos da metade do previsto (Folha)
- Desemprego sobe a 6,5% no trimestre até janeiro no Brasil (Folha)
- FGTS: trabalhador que sacar saldo retido terá que sair do saque-aniversário, diz ministro (O Globo)
- Companhias se ‘blindam’ contra ofertas não solicitadas (Valor)
Mercado global
As bolsas da Europa operam em queda impactadas pelas ameaças de Donald Trump de taxar as importações da União Europeia em 25%, além de confirmar as tarifas contra Canadá e México para a próxima semana.
Além das tensões comerciais, o mercado acompanha a divulgação de dados como a inflação da Espanha e os indicadores de sentimento da zona do euro.
Na Ásia, os índices operam sem direção definida, com o impacto das ameaças das tarifas de Trump sobre a União Europeia. Hong Kong fechou em queda, devido à realização de lucros, após alta de mais de 3% nesta quarta-feira.
Em Nova York, o S&P 500 futuro sobe 0,5%, Nasdaq futuro tem alta de 0,6%, o Stoxx Europe recua 0,4%, o Nikkei fechou em alta de 0,3% e o Shanghai +0,2%.
Confira os principais índices do mercado:
• FTSE 100 +0,2%
• Nikkei 225 +0,3%
• Shanghai SE Comp. +0,2%
• MSCI EM -0,9%
• Dollar Index +0,2%
• Yield 10 anos +5,3bps a 4,3096%
• Bitcoin +2,1% a US$ 86241,44
Commodities
- Petróleo: sobe após Trump cancelar licença da Chevron na Venezuela. O Brent/abril sobe 0,94%, a US$ 73,21 e o WTI/abril avança 0,89%, a US$ 69,23.
- Minério de ferro: fechou em queda de 0,80% em Dalian, na China, cotado a US$ 110,75/ton. Em Singapura, os contratos futuros estão em queda de 0,85%, cotados a US$ 105,05/ton e o mercado à vista recua 0,08%, cotado a US$ 107,00/ton.
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Cenário internacional
Nos Estados Unidos, as ações da Nvidia sobem 1,4% no pré-mercado de NY, após divulgar lucro de US$ 22,1 bilhões no 4º trimestre, alta anual de 80% (US$ 0,89 por ação), e a receita de US$ 39,3 bilhões, avanço de 78%.
Na agenda de hoje, o Banco Central Europeu (BCE) divulga a ata da última decisão de política monetária, às 9h30, e os EUA informam o PIB e o PCE do 4º trimestre, além dos pedidos semanais de seguro-desemprego às 10h30.
Destaque também para a participação dos membros do Federal Reserve (Fed), Jeff Schmid, Beth Hammack, Patrick Harker, Michael Barr e Michelle Bowman, em eventos nesta tarde.
Cenário nacional
No Brasil, a agenda do dia iniciou com a divulgação da Pnad Contínua de janeiro e destaca a o resultado primário do governo central de janeiro, além do leilão de LTNs e NTN-Fs do Tesouro.
Entre os compromissos do dia, o presidente Lula participa de cerimônia do túnel submerso Santos-Guarujá às 11h15 e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), às 15h.
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Destaques no mercado corporativo
- Embraer: informou lucro ajustado de R$ 1,09 bilhão no 4º trimestre.
- Petrobras: anunciou que reverteu lucro para prejuízo de R$ 17 bilhões no 4º trimestre e informou o pagamento de R$ 9,1 bilhões em dividendos (R$ 0,7095 por ação). Os ADRs caem 3% no pré-mercado em NY.
- Marfrig: teve lucro de R$ 2,6 bilhões no 4º trimestre, bem acima dos R$ 12 milhões um ano antes.
- BRF: teve lucro de R$ 868 milhões no 4º trimestre, crescimento de 15%.
- Ultrapar: lucrou R$ 881 milhões no 4º trimestre, queda de 21%.
- Braskem: teve prejuízo de R$ 5,64 bilhões no 4º trimestre.
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