A Lei da Portabilidade de Crédito (regulamentada pela Resolução 4.292 do CMN) permite que qualquer consumidor transfira seus empréstimos de um banco para outro que ofereça juros menores, sem pagar nenhuma taxa pela migração.
Como funciona a troca de dívida entre bancos?
O processo funciona como a portabilidade de celular: você leva seu “número” (a dívida) para outra operadora (banco) que oferece melhores condições. A nova instituição quita o débito com o banco antigo e cria um novo contrato com você, veja abaixo o vídeo do canal Dívida Zero – Professor Cae Galvão:
A grande vantagem é a redução da parcela mensal ou do saldo devedor total. A operação é feita eletronicamente entre as instituições através da CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos), garantindo segurança e agilidade, conforme os passos na lista a seguir:
- Solicitar o saldo devedor atualizado ao banco original.
- Negociar a nova taxa com o banco de destino.
- Formalizar o pedido de portabilidade no novo banco.
O banco original pode negar o pedido?
O banco onde você tem a dívida atualmente não pode se recusar a fazer a portabilidade. É um direito do consumidor buscar taxas mais justas no mercado, estimulando a concorrência entre as instituições financeiras.
No entanto, o banco original tem uma “última chance”: ele pode oferecer uma contraproposta para cobrir a oferta da concorrência e manter você como cliente. A Resolução nº 4.292/2013 do Banco Central detalha essa obrigatoriedade.
Existem custos para fazer a migração?
A lei proíbe expressamente a cobrança de tarifas para a efetivação da portabilidade. O banco original não pode cobrar taxa para emitir o saldo devedor, nem o novo banco pode cobrar taxa de cadastro para aceitar a dívida.
O único custo envolvido é o da própria dívida (juros), que deve ser obrigatoriamente menor ou igual ao original em termos de prazo. A tabela abaixo ajuda a identificar o que é permitido ou não:
| O que é PERMITIDO | O que é PROIBIDO |
| Reduzir a taxa de juros | Cobrar tarifa de transferência |
| Manter o mesmo prazo de pagamento | Aumentar o valor total da dívida (“troco”) na mesma operação |
| Contraproposta do banco original | Venda casada de seguros no novo banco |
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Onde consultar as taxas de juros oficiais?
Para saber se vale a pena migrar, é essencial comparar as taxas médias praticadas pelo mercado. O Banco Central do Brasil disponibiliza uma ferramenta oficial para que o cidadão verifique quem está cobrando menos.

Essa transparência permite que o brasileiro tome decisões financeiras inteligentes. Para garantir um bom negócio, considere os pontos abaixo antes de assinar:
- Verifique o Custo Efetivo Total (CET), não apenas os juros;
- Consulte o ranking de taxas no site do Banco Central;
- Certifique-se de que o prazo de pagamento não foi estendido indevidamente.









