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Investidor Global

Leonardo Cardoso, CFA, é o fundador da Brazen Capital, LLC., uma gestora e consultora de investimentos registrada em Nova Iorque que se especializa em estratégias para investidores individuais, famílias e instituições.

"Home Bias": Como o viés doméstico atrapalha seus investimentos

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O “Home Bias”, ou em sua tradução o “Viés Doméstico”, é a propensão que o investidor tem em concentrar a maior parte de seu portfólio em instrumentos do mercado local onde vive, ignorando assim o benefício da diversificação.

Acredita-se que o viés doméstico surgiu por consequência das dificuldades encontradas (de fato ou apenas uma percepção errada), associadas ao investimento em instrumentos estrangeiros, como restrições legais, custos adicionais de transação, e falta de informações. Porém, os fundos mútuos e os “exchange traded funds – ETFs” (ou fundos negociados em bolsas) praticamente eliminaram esses problemas. Além disso, uma mídia financeira global e a democratização das informações tornaram o acesso e monitoramento de instrumentos estrangeiros muito mais fácil.

Dito isso, alguns investidores podem simplesmente apresentar o viés doméstico devido à preferência por investir no que já estão familiarizados em vez de se “aventurar” no desconhecido.

Como o viés doméstico afeta um portfolio

Ao não diversificar geograficamente, o investidor passa a correr o risco da concentração demasiada dos movimentos de seu mercado interno, política e economia; aumentando assim o nível de risco de volatilidade para a carteira. Por exemplo, uma desaceleração econômica na economia do Brasil não vai afetar negativamente a economia dos EUA, da Europa, ou da Asia de forma muito dramática; portanto, manter investimentos em instrumentos americanos, europeus, e asiáticos pode dar aos investidores um nível de proteção contra perdas devido a uma mudança negativa na economia e política brasileira.

Devido a globalização, as economias de diferentes países estão se tornando cada vez mais entrelaçadas e uma desaceleração negativa em uma economia grande como a dos EUA, pode impactar outras. Por exemplo, o colapso das “hipotecas de risco” nos EUA que levou à Grande Recessão impactou as economias em todo o mundo.

É importante então, prestar atenção a esses fatores ao investir em instrumentos estrangeiros para determinar se a verdadeira diversificação está sendo alcançada.

Benefícios da diversificação

Um dos objetivos do investidor prudente deve ser maximizar o retorno de seus investimentos em relação aos riscos dos investimentos. Ao alocar investimentos entre diversas classes de ativos, regiões geográficas e setores econômicos, o portfólio passa a ter uma chance menor de que um evento específico de um instrumento, de uma região, ou de um mercado possa ter um efeito devastador em todo o portfólio.

A inclusão de instrumentos estrangeiros em um portfólio doméstico tende a diminuir a quantidade de risco associada na simples participação do mercado de capital; ou seja, o risco sistemático de um portfólio, já que como dito acima, os instrumentos estrangeiros são menos sujeitos a serem afetados pelas mudanças do mercado doméstico.

Mais além, quando um investidor não é adequadamente diversificado globalmente, ele pode também perder oportunidades de investir em mercados de crescimento mais rápido aonde a expectativa de retorno mais do que compensa a expectativa de risco do investimento.

Aprenda a aplicar a diversificação!

Se você gostou do artigo, me segue no instagram @leocardoso.cfa para continuar aprendendo e aplicar na pratica os benefícios da diversificação.

*Leonardo Cardoso, CFA, é o fundador e CIO da Brazen Capital, LLC., uma gestora e consultora de investimentos registrada em Nova Iorque que se especializa em estratégias discricionária (ativa ou passiva) para investidores individuais, famílias e instituições. Leonardo também é o CEO da QuantGate Systems Inc. (OTCQB:QGSI), uma fintech que desenvolveu uma plataforma para análise quantitativa em tempo real, do sentimento e comportamento dos participantes do mercado de capital através de algoritmos e inteligência artificial, que é utilizada por investidores individuais e institucionais.

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