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Ligando os pontos

Textos de Marcos de Vasconcellos, jornalista, CEO do Monitor do Mercado, colunista da Folha de S.Paulo e assessor de investimentos.

Ciência e investimentos: Não matem os tubarões!

Temos 19,6 milhões de empresas ativas no país. Descartando as microempresas, as de pequeno porte e os microempreendedores individuais, sobram 1,2 milhão de companhias de todos os tamanhos e finalidades. Não é possível que só 453 delas tenham capacidade e interesse de estar na Bolsa de Valores.

Os números acima, atualizados pelo próprio governo federal e pela B3 (empresa que administra a nossa Bolsa) escancaram o que muito investidor nota na hora de entrar no mercado de renda variável: só se fala das mesmas ações.

Se pegarmos um representante de cada empresa na Bolsa brasileira, não dá para encher um grupo de WhatsApp ou um avião do tipo que faz a rota São Paulo - Dubai, o Airbus A380.

Aumentar o número de players (principalmente os grandes) no nosso mercado de ações serviria para torná-lo mais resistente a golpes, falcatruas e malfeitorias. E quem diz isso é a ciência.

O matemático Tiago Pereira da Silva, da Universidade de São Paulo, estuda redes complexas e suas interações. Explicando de forma simples, ele pesquisa como as ações de cada membro de uma rede influenciam toda ela e como as mudanças de condições afetam as interações.

Por tratar-se de matemática, os estudos de Pereira da Silva aplicam-se tanto aos nossos neurônios quanto ao nosso comportamento entre amigos ou ao funcionamento das células do coração. E um belo exemplo de rede complexa, cheia de interações entre seus mais variados membros, é o mercado de ações.

Ele explica que os estudos que relacionam essa área de pesquisa à da economia comportamental apontam que a presença dos influenciadores, ou seja, de players que interagem com muitos outros pontos da rede, é boa para evitar más práticas.

Em vez de lutar contra os tubarões, o ideal parece ser atrair outros, para nenhum deles se sentir à vontade para acabar com o cardume. Eis aí mais um motivo para nos preocuparmos em termos um mercado atraente e limpo, que chame a atenção de investidores globais.

Este é o tema da coluna de Marcos de Vasconcellos, CEO do Monitor do Mercado, na Folha de S.Paulo, nesta semana.

Clique aqui para ler o texto na íntegra.

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