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Ligando os pontos

Textos de Marcos de Vasconcellos, jornalista, CEO do Monitor do Mercado, colunista da Folha de S.Paulo e assessor de investimentos.

Entramos oficialmente no "bear market"; e daí?

Chama-se “mercado do urso”, ou “bear market”, o momento em que ficam claros o pessimismo do mercado e a tendência de queda dos papéis negociados em Bolsa.

O principal selo de um “bear market” é a queda de mais de 20% em índices amplos, ou seja, aqueles que reúnem papéis de diferentes setores para dar um retrato geral do mercado (como o Ibovespa).

E no último dia 13 que o S&P 500, índice que reúne as 500 maiores empresas com ações negociadas na Bolsa de Nova York e na Nasdaq, conseguiu a façanha de registrar uma pontuação mais de 20% abaixo de seu topo, atingido na virada do ano.

Enquanto o bear market durar, mesmo ações de empresas que divulguem bons resultados, grandes novidades e ótimas perspectivas podem continuar caindo, porque o chamado “sentimento do mercado” é pessimista.

A boa notícia é que os “bear markets” costumam ter duração curta. Bem mais curta do que os “bull markets”, períodos otimistas, em que os preços sobem.

Um levantamento da gestora americana First Trust, que vasculhou o comportamento do S&P 500 de 1942 a 2022, mostra que a duração média de um “bear market” é de 11,3 meses, com perda acumulada de, em média, 32,1%. Já os “bull markets” costumam durar 4,4 anos, com ganhos acumulados de 154,9%.

Para quem investe pensando no longo prazo, o urso pode trazer bons presentes, como ações mais baratas de empresas confiáveis e prósperas, mas causar ansiedade aos investidores, mesmo mais experientes, por verem o preço de seus papéis derreterem dia após dia.

Este é o tema da coluna de Marcos de Vasconcellos, CEO do Monitor do Mercado, na Folha de S.Paulo, nesta semana.

Clique aqui para ler o texto na íntegra.

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