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Ligando os pontos

Textos de Marcos de Vasconcellos, jornalista, CEO do Monitor do Mercado, colunista da Folha de S.Paulo e assessor de investimentos.

Petroleira de Daniel Dantas é a terceira que mais deu retorno no mundo

O bilionário brasileiro Daniel Dantas teve um bom ano até agora. A petroleira PetroRecôncavo, da qual Dantas possui 25,7%, através da gestora Opportunity, foi a terceira com maior retorno neste ano, em relação às principais petroleiras de todo o mundo. A medida de retorno inclui, além da variação do preço das ações, o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio aso acionistas.

De janeiro até agora, as ações da PetroRecôncavo (RECV3) acumulam 42% de ganhos. Na lista de 25 principais empresas de petróleo e gás do Brasil e do mundo, ficou atrás apenas da americana ExxonMobil (com 45%) e da canadense Gran Tierra Energy (com 43%), de acordo com dados levantados pela área de análise do banco BTG Pactual.

A Petrobras (PETR4) acumula uma alta de 28%. As piores performances ficaram para a argentina YPF e as russas LUKoil e Gazprom (as três acumulam queda de cerca de 27%).

Com negócios nas áreas de mineração; criação de gado; petróleo e gás; e do mercado financeiro, Dantas entrou, em 2017, para a lista de bilionários da Bloomberg.

A gestora de fundos de ação, Opportunity Hdf Administradora de Recursos, fundada por ele, atingiu, em abril, a marca de R$ 21,3 bilhões sob custódia, ficando atrás apenas da BTG Pactual Wm Gestão de Recursos, na lista de gestoras de fundos de ação com mais capital sob gestão (AUM, na sigla em inglês).

A PetroRecôncavo é uma das principais operadoras brasileiras com foco em campos maduros de petróleo em terra. Atualmente, seu valor de mercado é de US$ 1,26 bilhão, cerca de R$ 6,79 bilhões. Para fins de comparação, isso é quase um terço do valor de mercado da PetroRio (PRIO3).

A crise do petróleo, desencadeada pela ofensiva da Rússia sobre a Ucrânia chacoalha o setor desde o início do ano.

O crescente isolamento da Rússia no cenário econômico e político global é assinalado como um dos maiores responsáveis pela alta no petróleo, tendo em vista que o país é o terceiro maior produtor e o segundo maior exportador da commodity no mundo, além de ser o maior fornecedor de gás natural para a Europa (35%).

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