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Ligando os pontos

Textos de Marcos de Vasconcellos, jornalista, CEO do Monitor do Mercado, colunista da Folha de S.Paulo e assessor de investimentos.

Políticos alimentam a fantasia de fazer da Petrobras uma Geni

Na busca dos governos por reduzir a inflação com o aumento das taxas de juros, é mesmo parte do plano refrear a economia. E isso passa por colocar água no chope do crescimento econômico.

Como a explicação é dura, chata e lógica demais, candidatos à eleição e à reeleição presidencial resolveram que a culpada da vez é a Petrobras.

Os arroubos irritadiços do presidente Jair Bolsonaro contra a Petrobras estão dominando o noticiário e gerando ainda mais insegurança nos investidores em relação às interferências do governo na empresa, o que derruba o preço das ações.

Ao mesmo tempo em que condena seus lucros, fala sobre a função social da empresa e culpa sua administração pela alta dos combustíveis, o governo federal se esforça para colocar a Petrobras no plano de privatizações. O esforço retórico para defender função social e a privatização concomitantemente impressiona.

Na última sexta, Bolsonaro chegou a propor uma (CPI) Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os diretores da Petrobras.

Transparência nunca é demais. Vale lembrar que a última grande investigação sobre a Petrobras começou há cerca de 8 anos e ganhou o apelido de operação “lava jato”.

A operação teve como um de seus desdobramentos inclusive a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje busca voltar à Presidência.

Em seu esboço de programa de governo, que foi a público no último 6, o candidato petista diz que a petroleira “será colocada de novo a serviço do povo brasileiro e não dos grandes acionistas estrangeiros”.

Assim, em meio a um cenário preocupante, que pode afastar ainda mais investimentos estrangeiros do Brasil, os dois principais candidatos à Presidência alimentam a fantasia de que a maior empresa do país (em receita) é uma Geni, feita para apanhar, boa de cuspir e que poderiam salvar a todos, bastando topar o que lhe pedem “o prefeito, de joelhos, o bispo, de olhos vermelhos, e o banqueiro, com um milhão”.

Este é o tema da coluna de Marcos de Vasconcellos, CEO do Monitor do Mercado, na Folha de S.Paulo, nesta semana.

Clique aqui para ler o texto na íntegra.

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