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Ligando os pontos

Textos de Marcos de Vasconcellos, jornalista, CEO do Monitor do Mercado, colunista da Folha de S.Paulo e assessor de investimentos.

Por que banqueiros estão falando de eleição? Dica: não é o Pix

Nos últimos 15 anos, sabe quando foi a última vez que os grandes bancos brasileiros tiveram uma queda expressiva no lucro — tirando o evento da pandemia, em 2020? Em 2016. Justamente quando o país passou pela ruptura institucional do impeachment de Dilma Rousseff. 

Um levantamento exclusivo publicado no Monitor do Mercado mostra como o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles teve que suar para acalmar os mercados após o impeachment.

O que banqueiros e empresários estão dizendo, ao assinar as cartas "a favor da democracia", é que rupturas institucionais são ruins para os negócios. O Brasil vive de dinheiro estrangeiro e, sem a confiança de que as instituições democráticas serão respeitadas, é muito difícil atrair os donos do dinheiro.

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, resolveu dizer, em sua conta no Twitter, que os manifestos "a favor da democracia" eram assinados por banqueiros porque a criação do Pix teria tirado R$ 40 bilhões deles.

A explicação não tem pé nem cabeça, mas foi replicada por Bolsonaro, que gabou-se de ter dado uma “paulada” nos bancões com o Pix e com a facilitação da criação dos bancos digitais.

Os bancos nunca lucraram tanto quanto durante o governo Bolsonaro. Com ou sem Pix.

Alta do PIB e queda no desemprego não serão o bastante para trazer dinheiro para o Brasil, sem a garantia de que o resultado das urnas será respeitado. Tanto faz se o eleito for Bolsonaro, Lula ou outro candidato. E os donos do dinheiro sabem disso. O mercado vive de expectativas.

Este é o tema da coluna de Marcos de Vasconcellos, CEO do Monitor do Mercado, na Folha de S.Paulo, nesta semana.

Clique aqui para ler o texto na íntegra.

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