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Primeiros Passos

Descomplicando o mundo dos investimentos, para melhorar sua educação financeira

Renda Fixa ou Renda Variável: Qual é a opção certa para você?

*Por Marcio Borzino

“Especialistas da internet”, parentes, amigos, colegas de trabalho... O mundo está cheio de gente que pode dar sugestões sobre onde você deve colocar seu dinheiro.

Nada impede que as dicas funcionem. Mas o mais provável é que, se você não traçar uma estratégia clara antes de seguir quaisquer conselhos, termine sua jornada de investidor mais cedo do que gostaria.

Como primeiro passo, é importante que o investidor iniciante entenda as diferenças básicas entre os tipos de investimentos e, gradualmente assimile as peculiaridades de cada um.

A primeira classificação a ser observada é quanto ao investimento ser de Renda Fixa ou de Renda Variável.

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Piqsels.com

Como os nomes indicam, enquanto o primeiro vai conferir uma estabilidade aos rendimentos (rendimento fixo), o segundo oscilará (rendimento variável).

Apesar da obviedade literal dessa observação, devemos sempre lembrar que no Mercado Financeiro a rentabilidade e o risco costumam estar vinculados de forma inversamente proporcional.

Normalmente, um investimento com risco elevado remunerará melhor o investidor no caso de sucesso (podendo trazer prejuízo, caso não dê certo), enquanto um investimento com risco baixíssimo tende a dar lucros menos expressivos.

Os investimentos de Renda Fixa mais comuns são: Aplicações no Tesouro Direto, LCI, LCA, CDB etc. Já na Renda Variável, os holofotes ficam voltados para as ações de empresas e fundos de investimento variados, como os fundos imobiliários (FII) e os fundos de ações (FIA).

É imprescindível que o investidor alinhe as características dos investimentos com seus objetivos. Principalmente com relação à liquidez e prazo para resgate.

Liquidez, tributação e incidência de taxas pelas corretoras fazem, por exemplo, uma aplicação que parece ótima ser um péssimo negócio para os seus objetivos.

Tesouro para iniciantes

Um ótimo tipo de investimento para o iniciante começar seus estudos são os investimentos no Tesouro Direto, uma aplicação de renda fixa tida como a mais segura do país.

Investimentos no Tesouro Direto podem ter prazos pré-fixados, nos quais o investidor já tem uma projeção de quanto será rentabilizado se comprado a título com prazo para resgate, ou ainda o Tesouro Selic, sem prazo pré-fixado, em que o investidor poderá investir e resgatar praticamente a qualquer momento. É preciso, claro, observar taxas e tributação pelo IOF em casos específicos.

Diz-se que a aplicação no Tesouro Direto é a mais segura do país, pois, a rigor, o capital ali aplicado está lastrado em títulos da dívida pública, portanto o risco de ‘calote’ é o mesmo de o Brasil quebrar, além de ser garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), até o limite de R$ 250 mil.

Lembre-se que, antes de arriscar seu dinheiro experimentando investimentos, é primordial criar uma reserva de emergência. Veja aqui como fazer isso da melhor maneira.

*Márcio Borzino é diretor do Monitor do Mercado.

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