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Primeiros Passos

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Reserva de Emergência é seu investimento mais importante

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*Por Marcio Borzino

Um dos principais itens, senão o mais importante, para quem busca dar os primeiros passos no mundo dos investimentos é a Reserva de Emergência (ou R.E.).

Como o próprio nome já antecipa, a Reserva é um montante que fica separado para cobrir despesas imprevistas e inevitáveis dos mais variados tipos, trazendo ao investidor maior tranquilidade para seguir seu plano.

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Imagem: Piqsels.com

É praticamente impossível antever os percalços que enfrentaremos ao longo da vida, quando precisaremos cobrir um gasto mais elevado, ou quando sofreremos os impactos negativos da economia instável do nosso país. Uma demissão repentina ou a queda do número de clientes, por exemplo, desequilibram inevitavelmente nosso orçamento.

A R.E serve justamente para que esse desequilíbrio não jogue seu planejamento financeiro por água abaixo, bem como a sua estabilidade emocional, evitando ter que buscar financiamento de terceiros para resolver os problemas.

Embora não seja possível adivinhar quais ou quando ocorrerão tais problemas urgentes, é inequívoco que em algum momento e em alguma medida, enfrentaremos situações emergenciais.

Recomenda-se que a Reserva de Emergência tenha pelo menos seis vezes o seu custo de vida mensal.

Isso varia de acordo com as necessidades de cada pessoa. Por exemplo, uma servidora pública, que dificilmente terá sua renda comprometida por uma demissão inesperada, possuirá já uma boa margem de segurança ao juntar o que precisa para viver por seis meses.

Já um empreendedor, sem renda fixa mensal, que precisa investir em seu negócio para mantê-lo, ficará mais seguro com uma R.E. maior, talvez de 12 meses de “vida”.

Para calcular o valor a ser mantido na reserva, é preciso considerar todo o conjunto de gastos que a pessoa, ou aquele núcleo familiar, precisa para manter seu padrão de vida e ter tranquilidade enquanto recompõe o impacto causado pelo imprevisto.

Liquidez obrigatória

Por serem valores reservados para emergências, a quantia precisa estar disponível na maior velocidade possível quando for necessário sacar.

Um bom planejador optará por alocar sua R.E. em aplicações que priorizem a liquidez e a segurança, deixando de lado a rentabilidade. Em outras palavras, não é um dinheiro para arriscar.

De nada adianta ter o valor necessário para cobrir os gastos de uma emergência aplicado em um título que só poderá ser liquidado em cinco anos.

Há diversas opções de aplicações com liquidez diária, desde a poupança, pouco recomendada atualmente devido ao baixo rendimento, até investimentos no Tesouro Selic (títulos públicos com rendimento atrelado à taxa básica de juros) e em CDBs, sigla para Certificados de Depósito Bancário, onde você empresta dinheiro para um banco.

Encontrar a melhor opção para sua Reserva de Emergência é o primeiro passo para começar a investir “de verdade”.

*Márcio Borzino é diretor do Monitor do Mercado.

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