EQUATORIAL:Cia buscará financiamento e expansão comercial para sanear Amapá

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São Paulo, 3 de setembro de 2021 - A Equatorial disse que buscará
financiamento do Banco da Amazônia e a captação de benefício fiscal da Sudam
(autarquia federal de desenvolvimento da Amazônia Legal) para atender o
contrato de concessão de saneamento básico conquistada ontem ao vencer o
leilão realizado pelo governo do Amapá.

A companhia ofereceu R$ 930 milhões pela outorga, que representou ágio de
R$880 milhões em relação ao valor mínimo previsto no edital (R$50 milhões),
que derá ser incluído como investimento adicional aos R$3 bilhões de
investimentos previstos nos 35 anos de contrato, que deverá ser aplicado em 12
anos.

"Buscaremos financiamento com alavancagem de 80% a 95%, por carta consulta
com o Banco da Amazônia e uma emissão de debêntures, com o aval da Equatorial
Energia e, portanto, compatível com os custos das nossas emissões", explicou
Luciane Domingues, suprintendente de novos negócios da empresa.

A estratégia será fazer um desembolso antecipado do investimento para
expandir a receita e maximizar o retorno do ativo, e espera alcançar uma
economia de 5% a 10% nos investimentos a valor presente. A empresa também
buscará gerar receita com o recadastramento de clientes e com a aceleração
das metas de ampliação do atendimento.

"Há oportunidades operacionais, com a expansão da rede e com a
aceleração das metas de redução de perdas. Na área comercial, o
recadastramento de clientes, há um potencial de reclassificação e, assim,
aumento de arrecadação", detalhou o presidente da companhia, Augusto Miranda,
presidente da Equatorial Energia.

O investimento adicional será corrigido pelo IPCA e o uso deve ser
vinculado ao objeto do contrato e planejado, a cada ano, com o poder concedente.
A companhia investirá 5% do ágio por ano no período de 12 anos.

A companhia disse que vem estudando o setor de saneamento e espera que sua
entrada no setor fortaleça sua presença no estado do Amapá, onde atua em
distribuição de energia, além de gerar valor com a gestão operacional e
comercial da concessão. Para atingir a eficiência exigida no edital, a empresa
disse que usará sua experiência em processos anteriores na área de energia.

Atualmente, somente sete em cada 100 amapaenses têm acesso a esgoto e um em
cada três tem acesso a água tratada. A concessão privada terá como meta
garantir o acesso a água e esgoto a quase 1 milhão de brasileiros, segundo o
BNDES, que elaborou o modelo do edital.

Atualmente, não há tratamento de esgoto na área de concessão e o
abastecimento de água é feito a apenas 36% da população de mais de 800 mil
habitantes. Em 17 dos 35 anos da concessão, a empresa terá que levar esgoto a
toda a população e, em 11 anos, universalizar o abastecimento de água. A
área de concessão não abrange consumidores rurais. O início da operação
está previsto para julho do ano que vem.

Alguns municípios,como Macapá, possuem prazos menores e as perdas deverão
chegar a 30% (de 70% atualmente) em nove anos, segundo o edital. Na capital
amapaense, a empresa terá que alcançar a universalização de abastecimento de
água em oito anos, em Santana, sete. Já para tratamento de esgoto, a meta é
tratar 90% do esgoto em 16 anos nos dois municípios.

A concessão será plena, o que siginifica que a Equatorial será
responsável pelo ciclo completo da água, desde a captação, tratamento, até
devolução aos mananciais. A tarifa considera indicadores de desempenho. A
empresa ofereceu um desconto de 20% no leilão.

"A renovação dos clientes atendidos e a entrada de novos clientes trazem
oportunidades relevantes de reclassificação de aumento de arrecadação, além
de contribuir para a redução de perdas", disse Tim Amado, diretor de
regulação e novos negócios da Equatorial.

A companhia disse que há R$750 milhões em oportunidades no Brasil em 10
estados (RS, PA, MA, AC, RO, RR, CE, PB, AL e DF) e 29 milhões de clientes com
novas concessões de saneamento potenciais, em função do Decreto 10.710/21,
que definiu o novo marco legal do setor.

Cynara Escobar / Agência CMA

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