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IBOVESPA: Bolsa fecha em queda seguindo o exterior

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São Paulo, 14 de setembro de 2021 - O Ibovespa reverteu o movimento e
fechou com leve queda seguindo o movimento das bolsas em Nova York, após passar
boa parte em alta com os investidores acompanhando a fala do presidente da
Petrobras, Joaquim Silva e Luna, na Comissão de Minas e Energia da Câmara,
sobre a política de preços da empresa, apesar das ações da petrolífera
caírem.

Por aqui, os investidores mantiveram cautela ainda em relação ao cenário
político e fiscal no Brasil, apesar do aceno dado pelo presidente Jair
Bolsonaro com a carta à Nação.

O principal índice da B3 caiu 0,19%, aos 116.180,55 pontos. O Ibovespa
futuro com vencimento em outubro baixou de 0,17%, aos 116.490 pontos. O giro
financeiro foi de R$ 25,6 bilhões. Em Nova York, as bolsas fecharam em queda.

Para a equipe da Ouro Preto Investimentos, apesar de o Ibovespa ter
apresentado alta na sessão de hoje, o mercado segue com precaução " em
relação ao ambiente politico e fiscal no Brasil. Para a Bolsa conseguir um
movimento de alta mais consistente tem de ver como será resolvido a questão
dos precatórios e como será financiado o Bolsa Família", ressaltou.

O mercado passou a acompanhar o mercado norte-americano, que opera em queda.
"Nos Estados Unidos, a preocupação é com o tapering e com o resultado do
CPI [sigla em inglês] abaixo do esperado, o mercado espera a redução de
estímulos comece entre novembro e dezembro", destacou a equipe da Ouro Preto
Investimentos.

A equipe da Ouro Preto Investimentos afirmou que a fala do presidente da
Petrobras "foi dentro do esperado em relação a segurar a volatilidade dos
preços no mercado internacional". E o mercado gostou que "aparece que não
tem nenhuma indicação de uma nova intervenção na empresa mesmo com fala do
Arthur Lira e do Bolsonaro".

O Itaú revisou a estimativa do Produto Interno Produto (PIB) para 2022, de
1,5% para 0,50% e para este ano a projeção de crescimento passou de 5,7% para
5,3%.

Flavio Conde, head de renda variável da Levante, afirmou que a firmeza do
presidente da Petrobras em defender a manutenção da política de preços da
estatal "ajuda o mercado a comprar um pouco". Mas ressaltou que a estatal
poderia estar em torno de R$ 34 e 35 "se os riscos políticos não existissem e
se a empresa fosse privatizada estaria em R$ 50. O investidor não tem motivo
contundente de ficar comprador em Petrobras e muitos não têm mais a empresa no
portfólio após o melhor trimestre de lucro da história". Os papéis da
estatal (PETR3 e PETR4) caíram 0,74% e 1,33%, cotados a R$ 26,68 e R$ 25,88.

As ações da Vale (VALE3) sofreram mais um dia com a queda do minério no
mercado internacional e fecharam em baixa de 0,70%, a R$ 94,09.

Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, os vários eventos
de hoje estão agitando o mercado. "O CPI dos Estados Unidos veio em linha com
o esperado, mas temos de ficar atentos com a entrada do inverno por lá com o
possível aumento da energia, que está fora do core do CPI e pode impactar a
inflação no segundo semestre, mas no curto prazo está tranquilo".

Em relação à Petrobras, o presidente da estatal está reafirmando o que
as pessoas deveriam conhecer que "é difícil mexer na política de preços da
Petrobras porque está no estatuto e gera volatilidade, mas está mais
normalizado", citou o sócio fundador da Fatorial Investimentos.

Costa comentou que o movimento de melhora no cenário político também
favorece o mercado de ações.

Pela manhã, foi divulgado o índice de preços ao consumidor em agosto dos
Estados Unidos, que subiu 0,3% em comparação com julho, já descontados os
fatores sazonais. Os analistas previam alta de 0,4% . Nos 12 meses até agosto,
o índice aumentou 5,3% e o mercado estimava ganho de 5,4% em base anual.

Soraia Budaibes / Agência CMA

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