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São Paulo, 15 de setembro de 2021 - O Ibovespa chegou a cair mais 1% e
oscilar entre os 114 mil e 115 mil pontos com os investidores receosos em meio
à desaceleração da economia chinesa e o reflexo nas economias globais, após
os dados piores das vendas no varejo e produção industrial do país.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em queda de
0,93%, aos 115.092,67 pontos. O volume financeiro do mercado era de
aproximadamente R$ 13,3 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com
vencimento em outubro de 2021 apresentava recuo de 1,19%, aos 115.505 pontos.

Na China, as vendas no varejo ficaram abaixo do esperado-subiram 2,5% em
agosto e mercado previa alta de 6,3%- e a produção industrial cresceu 5,3% em
agosto, ante estimativa de alta de 5,8%.

Para Leonardo de Santana, analista da Top Gain, os indicadores ruins da
China "reforçam a preocupação dos investidores com a economia global e o
mercado local é impactado negativamente", enfatizou.

O analista da Top Gain também salientou que, apesar do aceno positivo do
presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, "os riscos fiscais e
institucionais ainda estão no radar do nosso mercado".

A queda da Vale devido à perda de mais um dia do minério de ferro no
exterior (VALE3) também contribui com o movimento negativo da Bolsa, já que os
papéis representam 14,47% da carteira teórica. As ações caíam 1,36%. Os
papéis do setor financeiro, com peso no índice, como Bradesco (BBDC3 e BBDC4)
perdiam 1,14% e 1,03% e Itaú (ITUB4) baixavam 0,89%.

O Itaú BBA revisou sua projeção para o Ibovespa no final deste ano, de
152 mil pontos para 120 mil pontos, devido à piora do cenário macroeconômico
no Brasil e as previsões para a taxa de juros básica (Selic) e Indice de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Mais cedo foi divulgado o índice de atividade econômica (IBC-Br) referente
a julho, subiu 0,60% na comparação com o mês anterior. O resultado ficou
acima das previsões calculada pelo Termômetro da CMA, +0,40%.

Os analistas da Ajax Capital, comentaram que o ambiente externo "pode
pressionar a performance dos ativos locais". O mercado fica atento às pautas
políticas.

Os analistas da Ajax Capital enfatizaram que os indicadores chineses
sinalizaram que "o quadro ainda se mostra desafiador na China, com os sinais de
desaceleração de atividade e aumentam os riscos de contágio às outras
economias".

Para Filipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos, a China mostrou
mais uma rodada de indicadores ruins, como vendas no varejo-importante para o
crescimento da economia o país. "Se esses dados continuarem saindo fracos e
sem uma sinalização de ajuda do governo chinês, esse movimento pode
contaminar outros mercados".

O dólar opera em leve queda, beirando a estabilidade. Com o Indice de
Atividade Econômica (IBC-Br), crescendo 0,6% em julho ante junho, e o Indice de
Atividade Industrial Empire State, na região de Nova York, em +34,3 pontos -
quase o dobro das expectativas -, o dólar oscila pouco nesta manhã.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,11%, sendo
negociado a R$ 5,2520 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda
norte-americana com vencimento em setembro de 2021 apresentava avanço de 0,01%,
cotado a R$ 5,264.

De acordo com o gerente de câmbio da Treviso, Reginaldo Galhardo, "o lado
político não tem dado um alívio para reaquecer a economia".

Por outro lado, Galhardo vê condições favoráveis para o reaquecimento
econômico: "Os dados da economia têm sido bons, como no caso do varejo.
Existe a possibilidade de entrar no trilho mais rápido do que imaginamos",
analisa o gerente.

Segundo boletim da Ajax Capital, "o ambiente externo pode pressionar a
performance dos ativos locais". Já no âmbito doméstico, as atenções se
voltam para as pautas políticas e a divulgação do IBC-Br, que foi positiva.

As declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ainda
repercutem no mercado, que esperava um aumento entre 125 e 150 pontos na taxa
básica de juros (Selic), o que foi praticamente descartado pelo executivo, que
indicou uma elevação de 100 pontos.

As taxas dos contratos futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) passaram a
operar com ligeiro viés de alta. Segundo analistas de mercados, a indicação
clara de que a Selic (taxa básica de juros) subirá 1 ponto percentual (pp) na
próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), feita ontem pelo
presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, tranquilizou os
investidores.

Além das questões internas com a fala do presidente do BC, os dados mistos
sobre a economia mundial ainda trazem incertezas aos investidores. Entre eles
estão os dados de desaceleração da economia chinesa em agosto. Nos Estados
Unidos os dados também foram mistos e isso também deixa o mercado em dúvida
quanto ao futuro.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 7,02%, de 7,01%
no ajuste de ontem
8,86%
janeiro de 2027 tinha taxa de 10,53%, de 10,46%, na mesma comparação.

Copyright 2021 - Grupo CMA

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