JUROS: Taxas fecham em alta acompanhando aumento do IOF e avanço do dólar

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São Paulo, 17 de setembro de 2021 - As taxas dos contratos futuros de
Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sessão em alta, acompanhando o
anúncio de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em
operações de crédito e também seguindo a movimentação do dólar comercial.
Investidores aproveitaram a sexta-feira para tomarem posições mais defensivas
para passar o fim de semana.

Ao final da sessão regular, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 7,065%,
de 7,035% no ajuste de ontem
9,04%, de 8,975%
para janeiro de 2027 tinha taxa de 10,63%, de 10,55%, na mesma comparação. No
mercado de câmbio, o dólar à vista operava em alta de 0,22%, cotado a R$
5,2780 para venda.

"Além do que já foi dado, como é o caso do aumento do IOF, as taxas
seguiram bem em linha com o dólar comercial hoje. Quando a moeda disparava em
alta as taxas subiam com investidores preocupados com a inflação. Mas ao mesmo
tempo em que a dólar perdia força de alta, as taxas também perdiam força.
Mas no final de tudo o avanço foi inevitável, pois o aumento do IOF gera uma
pressão inflacionária futura", explicou um operador de renda fixa de uma
grande corretora.

O governo federal elevou a alíquota do IOF temporariamente por meio de
decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro ontem à noite. O aumento
estimado na arrecadação é de R$ 2,14 bilhões. Segundo o Ministério da
Economia, entre 20 de setembro a 31 de dezembro de 2021, para as pessoas
jurídicas, a atual alíquota diária de 0,0041% (referente à alíquota anual
de 1,50%) passa para 0,00559% (referente à alíquota anual de 2,04%). Para
pessoas físicas, a atual alíquota diária de 0,0082% (referente à alíquota
anual de 3,0%) passa para 0,01118% (referente à alíquota anual de 4,08%).

A Commcor Corretora lembra que além de tudo isso, hoje é dia de
vencimentos no mercado norte-americana, o chamado "triple witching", que
costuma trazer ainda mais volatilidade. "Deve-se ponderar, no entanto, que o
viés local tem sido de enxugamento de risco em meio às diversas crises que
atravessamos, realidade que tende a encorajar ainda mais os vendidos, afirmou
relatório matinal da Commcor.

"Ademais, o noticiário é carregado, tendo a CCJ da Câmara aprovado a PEC
dos precatórios e o governo anunciado elevação do IOF em operações de
crédito, em medida que deve somar pouco mais de R$ 2,1 bilhões de
arrecadação até o fim do ano e, de certa forma, compensar a zeragem de
PIS/Cofins em importações de milho, sendo interessante observar as reações
dos investidores em termos de expectativas inflacionárias e fiscais com as
novidades", acrescentou a Commcor.

Pela manhã, a Rico destacava uma abertura adversa para os mercados com
avaliação de uma possível redução de estímulos nos Estados Unidos. "Os
dados de atividade nos EUA mostram que a economia no país continua resistente
às preocupações causadas pela variante Delta, com números positivos nas
vendas do varejo e atividade industrial
mantemos nossa expectativa de que o BC americano, o Federal Reserve, anuncie na
próxima semana que o processo de redução de estímulos deve começar em
dezembro
para financiar o novo Bolsa Família", explicou a análise matinal enviada pela
corretora.

Eduardo Puccioni / Agência CMA

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