IBOVESPA: Bolsa fecha em queda de 2,06% c/commodities e aumento do IOF

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São Paulo, 17 de setembro de 2021 - A Bolsa fechou em queda de 2,06% em um
dia de forte aversão ao risco atingindo patamares de março- 111 mil pontos-
pela pressão das empresas ligadas às commodities com mais um recuo do minério
de ferro na China e com os investidores reagindo mal ao decreto do presidente
Jair Bolsonaro em elevar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras
(IOF) para custear o novo Bolsa Família. Somado a isso, a preocupação com a
economia chinesa e o impacto mundial. Na semana, o Ibovespa acumula perda de
2,49%.

O mau humor nas bolsas em Nova York também contribuiu para o movimento
negativo por aqui em dia de vencimento de opções sobre ações e com os
investidores optando por não ficarem posicionados para o fim de semana.

O principal índice da B3 encerrou em baixa de 2,06%, aos 111.439,37 pontos.
O Ibovespa futuro com vencimento em outubro caiu 2,36%, aos 111.710 pontos. O
volume financeiro foi de R$ 44,3 bilhões.

Para os analistas da Ativa Investimentos, a pressão imposta pelo setor de
commodities e o aumento do IOF resultam na queda da Bolsa. "O mercado repercute
negativamente a elevação do imposto para financiar a ampliação do Auxílio
Brasil, bem como a aprovação da PEC dos precatórios, aguçando os temores
por um buraco no teto de gastos".

Os analistas da Ativa Investimentos também comentaram que existe uma
cautela dos investidores por conta de uma desaceleração da economia chinesa
com a repressão regulatória e a crise da dívida da megaincorporadora
Evergrande.

O pessimismo de hoje fez a maioria das ações cair na sessão de hoje, com
destaque para empresas ligadas às commodities.. Os papéis da Vale (VALE3)
recuaram 2,02 e em um mês em média de 19%
mês aproximadamente 25%
e Gerdau (GGBR4) baixaram 6,59% e em um mês 14%. O pagamento de dividendos
pela Vale (VALE3) no próximo dia 30 deste mês, no valor de R$ 40 bilhões,
equivalente a R$ 8,10 por ação não contribuiu para alavancar os papéis da
mineradora.

Os papéis da Petrobras tiveram forte recuo refletindo as declarações da
véspera do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) sobre a insatisfação
com os preços dos combustíveis. As ações da estatal (PETR3 e PETR4) caíram
4,56% e 4,48%, respectivamente. E os bancos foram "pressionados após o governo
elevar a alíquota de IOF sobre operações de crédito", afirmou o analista
Régis Chinchila da Terra Investimentos. As ações caíram em bloco.

Nicolas Merola, analista de investimentos da Inversa Publicações, comentou
que os fatores internos e global estão influenciando o mau humor do mercado.
"Estamos em uma tempestade complicada. Mais um ruído interno com a questão do
IOF leva as pessoas não quererem estar posicionadas em ações locais".

As grandes companhias exportadoras de commodities, com peso no índice e
ditas como 'queridinhas' dos investidores, estão sendo impactadas pelo
ambiente global em mais um pregão de queda do minério. "Todas essas empresas
que estão caindo hoje são muito dependentes do comércio com a China, que vive
um processo de desalavancagem e pressiona o mundo".

O analista de investimentos da Inversa Publicações ressaltou que os
investidores "vem desfazendo posições" para passar o fim de semana mais
tranquilos".

Para Leonardo Santana, da Top Gain, o mercado está preocupado com a
elevação do IOF "se vai ser suficiente para segurar para o aumento do novo
Bolsa Família e o populismo de Bolsonaro".

Soraia Budaibes / Agência CMA

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