EUA: País vai pressionar China a cumprir acordo comercial e manterá tarifas

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São Paulo, 5 de outubro de 2021 - Os Estados Unidos querem retomar rodadas
de negociações comerciais com a China e manterão as atuais tarifas a produtos
chineses em vigor, disse a representante comercial norte-americana, Katherine
Tai, ao apresentar a revisão estratégica da administração do presidente Joe
Biden sobre as relações econômicas entre os dois países.

"Nosso objetivo não é inflamar as tensões comerciais com a China",
afirmou Tai. "Mas, acima de tudo, devemos defender - ao máximo - nossos
interesses econômicos. Isso significa tomar todas as medidas necessárias para
nos proteger contra as ondas de danos infligidos ao longo dos anos pela
concorrência desleal", disse.

"Precisamos estar preparados para implantar todas as ferramentas e explorar
o desenvolvimento de novas, inclusive por meio da colaboração com outras
economias e países. E devemos traçar um novo rumo para mudar a trajetória de
nossa dinâmica comercial bilateral".

Segundo ela, os Estados Unidos trabalharão em estreita colaboração com
seus aliados e parceiros "com ideias semelhantes para construir um comércio
internacional verdadeiramente justo que permita uma concorrência saudável".

Tai afirmou que manterá conversas francas com o representante comercial da
China, o vice-premiê Liu He, nos próximos dias. "Isso incluirá a discussão
sobre o desempenho da China sob o acordo da fase um. E também nos envolveremos
diretamente com a China em suas políticas industriais", disse Tai.

O acordo de fase um, assinado em janeiro de 2020 sob o governo do
ex-presidente norte-americano Donald Trump, prevê que a China compre ao menos
US$ 200 bilhões a mais em bens e serviços dos Estados Unidos entre 2020 e
2021, em comparação com 2017. Também inclui obrigações da China em
relação à propriedade intelectual e transferência de tecnologia, e melhor
acesso ao mercado para os setores de agricultura e serviços financeiros.

"Ele estabilizou o mercado, especialmente para as exportações agrícolas
dos Estados Unidos. Mas nossa análise indica que, embora os compromissos em
certas áreas tenham sido cumpridos e certos interesses comerciais tenham visto
benefícios, houve deficiências em outras", disse Tai.

Segundo ela, o acordo não abordou de forma significativa as preocupações
com as práticas comerciais da China, e mesmo com o pacto em vigor "o governo
da China continua a despejar bilhões de dólares em setores-alvo e continua a
moldar sua economia de acordo com a vontade do Estado".

Com relação às tarifas, ela disse que será iniciado um processo de
exclusão tarifária direcionado. "Asseguraremos que a estrutura de aplicação
existente atenda de maneira otimizada aos nossos interesses econômicos.
Manteremos aberto o potencial para processos de exclusão adicionais", disse.

Cristiana Euclydes / Agência CMA

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