JUROS: DIs fecham em queda mesmo após Fomc indicar início de tapering

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São Paulo, 13 de outubro de 2021 - As taxas dos contratos futuros de
Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam em queda após divulgação de ata
Federal Open Market Committee (Fomc), indicando início de processo de retirada
de estímulos nos EUA.

Para Mauro Morelli, estrategista da Davos Investimento, a ata não mudou o
humor do mercado nesta tarde: "O início do tapering já está precificado. A
mensagem do FED já foi dada", diz.

É o que pensa também Alexandre Almeida, economista da CM Capital:
"Grande parte dessa precificação já foi feita", diz.

Almeida, entretanto, alerta para o momento irônico pelo qual passa o FED:
"Por um lado, eles estão preocupados com atividade econômica
uma preocupação inflacionária. No meio disso, o payroll coloca uma pulga
atrás da orelha se não é necessário manter a atual política monetária",
diz.

Para o economista da CM Capital, essa ata divulgada há pouco mostra que o
FED está mais preocupado com a pressão inflacionária do que com a atividade
econômica dos EUA.

"Eles estão olhando agora para a inflação de 2022, o que coloca
pressão sobre juros. O processo de tapering deve se encerrar no meio do ano que
vem, para então eles começarem a falar sobre elevação de taxas", diz.

Internamente, Mauro Morelli acredita que os índices de DI operam em queda
nessa tarde porque há uma percepção no mercado de que o pior da inflação
já passou. Para ele, há uma "aposta" - "portanto não uma certeza"
-- no mercado de que o pior da inflação foi em setembro.

As taxas brasileiras amanheceram em estabilidade porque o mercado recebeu
melhor do que o FED o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês)
norte-americano, divulgado nesta quarta-feira (13). A inflação nos EUA subiu
0,4% em setembro em relação a agosto e avançou 5,4% em base anual,
ligeiramente acima das expectativas de +0,3% e +5,3%, respectivamente.

Apesar do resultado, quando olhado para o núcleo do índice, excluindo
itens mais voláteis, como energia e alimentos, o resultado veio dentro da
estimativa de +0,2%.

Ainda assim, o estrategista da Davos Investimento alerta para o patamar da
inflação norte-americana: "É ainda um número bastante alto", afirma.

O DI para janeiro de 2022 fechou com taxa de 7,306%, de 7,272% no ajuste de
segunda-feira
DI para janeiro de 2025 foi a 10,010%, de 10,070% antes e o DI para janeiro de
2027 com taxa de 10,430%, de 10,430% na mesma comparação. No mercado de
câmbio, o dólar com vencimento em novembro operava em queda, cotado a R$ 5,52
para venda.

Pedro de Carvalho / Agência CMA

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