CÂMBIO: Dólar fecha em queda após intervenção do Banco Central

Invista agora, com o Monitor Investimentos. Clique aqui e saiba mais!


São Paulo, 13 de outubro de 2021 - O dólar comercial fechou em R$
5,5090, com queda de 0,50%. Esta desvalorização se deve ao leilão
extraordinário de swap cambial, realizado pelo Banco Central (BC) nesta tarde.
A operação, que teve giro de US$ 1 bilhão, arrefeceu o ímpeto da moeda
norte-americana.

Segundo o head de renda variável da Valor Investimentos, Pedro Lang, "o
movimento é bem agressivo, faz tempo que o Banco Central não age assim".
Lang considera, ainda, que o BC está mais preocupado com a parte fiscal:
"Tenho a impressão de que o Banco Central não se incomoda com o câmbio a R$
5,50".

Lang, contudo, vê nisso algo positivo: "Isso não é ruim, mostra que o BC
tem força
estava desacreditando na força do Banco Central", avalia.

Para o analista da Top Gain, Leonardo Santana, "o mercado está aguardando
a ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) para
novas projeções econômicas, saber os rumos e alguma indicação de quando
irá iniciar o tapering (remoção de estímulos)". O analista acredita que os
dados do CPI valorizaram o dólar ante o real e o acordo selado para o aumento
do teto da dívida dos Estados Unidos, na última semana, ainda impactam o
câmbio.

Já no cenário doméstico, Santana avalia que os leilões extraordinários
de swap cambial realizados pelo Banco Central não surtem mais efeito: "O
dólar não perde força. Podemos ver intervenções mais pesadas do Banco
Central", prevê o analista.

De acordo com boletim matinal da Correparti, "os futuros americanos
trabalham em leve alta, próximo da estabilidade no aguardo dos dados da
inflação ao consumidor, além da última ata de política monetária do
Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e comentários dirigentes
da instituição".

Este movimento continua pressionando o câmbio: "Lá fora o dólar perde de
seus pares e das moedas emergentes e ligadas as commodities. Aqui deveremos ter
uma abertura em queda, acompanhando o desempenho visto no exterior", avalia a
Correparti.

Paulo Holland / Agência CMA

Copyright 2021 - Grupo CMA

Widget: 15:

Receba nosso boletim