IBOVESPA: Bolsa fecha em alta de mais de 1% em dia de recuperação

Invista agora, com o Monitor Investimentos. Clique aqui e saiba mais!


São Paulo, 13 de outubro de 2021 - O Ibovespa fechou com expressiva alta de
1,14% e chegou a tocar nos 114 mil pontos, no melhor momento do pregão, em um
dia de movimento de recuperação das últimas perdas, com destaque para as
empresas de consumo. Alguns analistas comentaram que a aposta em uma melhora da
inflação também empolgou o mercado, além de busca por pechinchas. Hoje é
dia de vencimento de opções sobre o índice.

A ata do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) divulgada,
mais cedo, não surpreendeu os investidores. O documento reforçou que o banco
central dos Estados Unidos pode começar a redução de compras de ativos -em
US$ 120 bilhões mensais- em meados de novembro e terminar o processo em 2022.

O principal índice da B3 aumentou de 1,13%, aos 113.455,92 pontos. O
Ibovespa futuro com vencimento em outubro subiu 1,57%, aos 113.780 pontos. O
giro financeiro foi de R$ 64 bilhões. Em Nova York, as bolsas fecharam mistas.

Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, afirmou que
não tem notícias extraordinárias no cenário econômico e político para
justificar a alta na Bolsa. "O movimento de hoje é mais de recuperação se
olharmos o histórico do mercado que apanhou muito nos últimos meses com
perspectiva de taxa de juros e incerteza com as contas públicas, o risco
fiscal, levando à redução do fluxo do investidor estrangeiro".

Camila reforçou que "temos espaço para recuperação, principalmente das
empresas varejistas que sofreram bastante. As ações das Americanas (AMER3)
subiram 3,07% e Magalu (MGLU 3) aumentaram 0,83%.


Em relação à ata do Fed, a economista-chefe da Veedha afirmou que "o
documento não trouxe novidades. A possível indicação da retirada de
estímulos pode acontecer no mês de novembro".

Luiz Henrique Wickert, analista sênior da plataforma de investimentos
sim
uma caça às pechinchas principalmente às empresas ligadas ao mercado
doméstico". Wickert também comentou que a parte longa da curva de juros
caindo bastante "favorece as nossas empresas de consumo". Entre as maiores
altas, varejo construção são setores que tinham ficado para trás nas quedas
recentes e estão se recuperando.

José Simão Júnior, head da mesa de renda variável da Legend
Investimentos, comentou que apesar do contexto de demanda de energia, no
curtíssimo prazo, pressionando a inflação e iminente retirada dos estímulos,
"a nossa Bolsa está sendo negociada a múltiplos muito baratos. Não será
surpresa que até o final do ano o índice fique um pouco mais para cima, ele
está muito depreciado. Sempre ficamos tentando encontrar motivos mais
específicos para a alta".

O head da mesa de renda variável da Legend Investimentos ressaltou que "o
CPI [índice de preços ao consumidor] nos Estados Unidos - subiu 0,4% em
setembro ante agosto e o núcleo aumentou 0,2%- alimenta que vai ter retirada de
estímulos agora em novembro. Vamos seguir com volatilidade no curto prazo por
conta do 'tapering'. Simão acredita que não está descartada a possibilidade
de esses dias o mercado apresentar nervosismo.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse, em uma
entrevista à rádio CNN, que defende a discussão sobre a privatização da
Petrobras. A fala não foi muito bem recebida pelo mercado financeiro. Os
papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) chegaram a operar em sentido misto e
fecharam em alta de 1,78% e 1,05%, respectivamente. Lira disse que pretende
votar a proposta que altera a base de cálculo do preço dos combustíveis e os
investidores esperam pela votação.

O presidente da Câmara também afirmou que enxerga que a Proposta de Emenda
à Constituição (PEC) dos Precatórios deve ter uma aprovação "tranquila"
na Câmara dos Deputados. "Penso que assunto está bem adiantado o
entendimento, estamos esperando prazos regimentais, vistas foram pedidas, na
próxima semana todos os prazos estarão vencidos. Trará a plenário vitória
tranquila desta PEC", disse à rádio CNN.

Em relação à fala do Lira sobre a Petrobras e sobre mudança do ICMS,
Simão não acredita que seja factível essas discussões, "os discursos são
mais para mostrar à população que está tentando fazer algo do que medidas
concretas". Além da PEC dos Precatórios, "temos muita lição de casa para
fazer, disse Simão. O barril do petróleo pode continuar avançando e no
curtíssimo prazo, vai continuar pressionado "é um problema mundial".

Soraia Budaibes / Agência CMA

Copyright 2021 - Grupo CMA

Widget: 15:

Receba nosso boletim