ECONOMIA: Mercado reduz previsão de déficit primário em 2021 e 2022

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São Paulo, 14 de outubro de 2021 - Analistas do mercado financeiro
reduziram a previsão para o déficit primário do governo central - que reúne
o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central - em 2021 e 2022,
refletindo revisões para cima nas estimativas de arrecadação e receita
líquida mais acentuadas do que nas projeções para as despesas públicas,
segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia no relatório Prisma
Fiscal.

De acordo com os dados, a previsão para o déficit primário deste ano caiu
4,5% em outubro ante setembro, para R$ 129 bilhões, enquanto para o ano que
houve queda de 7,7% na estimativa do saldo negativo, para R$ 83,1 bilhões.

A previsão para o déficit nominal, porém, aumentou - em 0,9% neste ano, a
R$ 459,4 bilhões, e em 7,0% no ano que vem, a R$ 500 bilhões. Diferentemente
do resultado primário, o nominal leva em consideração as despesas do governo
com o custeio da dívida pública.

A projeção para a arrecadação em 2021 cresceu 1,28%, a R$ 1,826
trilhão, enquanto a expectativa para a receita líquida do governo no mesmo
período subiu 1,3%, para R$ 1,508 trilhão. As despesas de 2021 foram estimadas
em R$ 1,642 trilhão, o que representa aumento de 0,1% em relação ao previsto
em setembro.

Para 2022, a projeção de arrecadação subiu 1,3%, para R$ 1,930 trilhão,
enquanto a estimativa de receita líquida aumentou 0,8%, para R$ 1,591
trilhão. A projeção para as despesas do governo central em 2022 teve alta de
0,2%, a R$ 1,660 trilhão.

Gustavo Nicoletta / Agência CMA (g.nicoletta@cma.com.br)

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