ENERGIA:Leilão da Celg-T deve ter forte concorrência, segundo analistas

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São Paulo, 14 de outubro de 2021 - Analistas esperam que a disputa por 100%
das ações ordinárias de emissão da subsidiária de transmissão de energia
elétrica da CelgPar, CELG Transmissão (CELG T), do governo de Goiás, pelo
preço mínimo de R$ 1,1 bilhão, hoje às 14h, na B3, irá atrair grandes
grupos do setor elétrico, em busca de consolidação.

A Celg T está sediada em Goiânia (GO) e detém a concessão de mais de 755
quilômetros (km) de extensão de linhas de transmissão (a maior parte em
Goiás) e 12 subestações próprias, que representam uma receita anual
permitida (RAP) de aproximadamente R$ 216,4 milhões.

O leilão será realizado por meio de lote único e terá como critério de
julgamento a seleção da proposta de maior valor. A transferência do controle
acionário da empresa é precedida da aprovação do Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade) e da anuência da Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel).

"Nesse contexto, empresas com participação em transmissão, como CPFL
Energia e EDP Brasil, além de companhias puramente do segmento, como Isa Cteep
e Taesa, vêm avaliando a aquisição do ativo, com estas devendo entrar na
disputa", aponta a Levante Ideias de Investimento.

O Credit Suisse também espera alta competição para Celg-T, com a
possível participação de CPFL, Taesa, EDP Brasil, Energisa e Cteep. "Além
disso, considerando que este ativo está operacional e, portanto, não possui
risco de construção, também pode ser que fundos de private equity ou
financeiras tenham interesse em participar."

Inicialmente agendado para maio, o certame acabou sendo postergado para o
segundo semestre devido a modificações de cronograma e de escopo da
privatização. "Entre as principais mudanças, destacamos a reestruturação
societária responsável por segregar os ativos de transmissão (Celg T) dos
ativos de geração (Celg G), de modo a atender a solicitações de
investidores. Após a cisão, a Celg T ficou com patrimônio líquido de 1,052
bilhão de reais", comenta o analista da Levante.

Em relação aos recursos a serem levantados pelo governo de Goiás com a
licitação, estes devem ser destinados ao pagamento de passivos do estado,
sendo esta uma das medidas consideradas necessárias pelo governo para auxiliar
na saúde financeira do mesmo.

Cynara Escobar / Agência CMA

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