CÂMBIO: Dólar fecha em alta em meio às incertezas fiscais e políticas

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São Paulo, 14 de outubro de 2021 - O dólar comercial fechou em R$
5,5140, com alta de 0,09%. As incertezas fiscais e políticas, que persistem no
cenário doméstico, impactaram diretamente no câmbio, pressionando o real.

De acordo com o chefe da mesa de derivativos da Genial Investimentos,
Roberto Motta, a ação do Banco Central (BC) visa "criar liquidez no mercado e
quebrar a dinâmica perversa de especulação, suavizando a alta do dólar".

Ele ainda pondera que a instituição tem como objetivo mostrar ao mercado
que ela está atenta aos movimentos do câmbio. Os problemas, diz Motta, são os
mesmos dos últimos meses: "Continuam os riscos políticos e fiscais. O
mercado ainda não sabe o que será feito com o teto de gastos, qual o tamanho
do furo", pontua.

Motta ainda compara o cenário do último trimestre do ano passado com o
mesmo período deste ano, observando que o Banco Central, naquela ocasião,
iniciou a injeção de liquidez apenas em meados de novembro, enquanto em 2021
este processo começou no final de setembro.

Para o economista da Renascença Corretora, Daniel Queiroz, a "PMS (+0,5%),
acima do esperado, aumenta a expectativa de inflação e diminui a queda do
dólar". A projeção do mercado era de +0,4%.

Ainda segundo Queiroz, o mercado está sensível a fatores de inflação:
"Embora o mercado espere um aumento de inflação com o aquecimento do setor de
serviços, neste final de ano, acho que isso não terá um impacto tão
grande". O economista avalia que o dólar tende a virar na sessão de hoje,
passando a subir.

De acordo com relatório da Ajax Capital, os "ativos de risco domésticos
devem acompanhar bom humor externo. Espera-se uma abertura mais positiva para a
bolsa, com queda nos DIs e Dólar".

A Ajax salienta o leilão de swap cambial: "Esta operação não está
atrelada a qualquer rolagem de vencimentos, portanto o BC injetará recursos
novos no mercado". Ela pontua, ainda, que este é o maior volume de operações
realizadas pela instituição desde o dia 25 de março deste ano.

Paulo Holland / Agência CMA

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