EUA: Quarles, do Fed, apoia redução de compra de ativos em novembro

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São Paulo, 20 de outubro de 2021 - O diretor do Federal Reserve (Fed),
Randal Quarles, apoia a redução das compras mensais de US$ 120 bilhões em
ativos já no próximo mês, afirmando que o processo não representa um aperto
monetário e sim a retirada gradual da acomodação extraordinária oferecida
pelo banco central norte-americano no auge da crise provocada pela pandemia de
covid-19.

"Levando todas as evidências em consideração, acho que está claro que
passamos pelo teste de um progresso substancial em relação a nossos mandatos
de emprego e inflação, e eu apoiaria uma decisão em nossa reunião de
novembro de começar a reduzir essas compras e concluir isso processo em meados
do próximo ano", disse ele.

Na ata da reunião de setembro, os membros do comitê de política
monetária indicaram que a redução das compras de ativos poderia começar em
meados de novembro ou de dezembro e que o processo poderia ser concluído na
metade de 2022.

"Lembre-se de que as compras de ativos estão pressionando o acelerador,
aumentando a cada mês a quantidade de acomodação que o Fed está
proporcionando à economia por meio da pressão baixista sobre as taxas de juros
de longo prazo. Reduzir as compras e encerrá-las nesse cronograma não é um
aperto monetário, mas uma redução gradativa no ritmo de acomodação",
afirmou.

Sobre a taxa de juros, Quarles disse que espera mais progressos em relação
à inflação e ao emprego para tomar a decisão de elevar a taxa, mantida
perto de zero desde março do ano passado.

"É importante ressaltar que o nível de incerteza em torno dos caminhos
para a inflação e o emprego está mais alto do que o normal à medida que
navegamos pela reabertura sem precedentes da economia mundial. Portanto,
permaneceremos baseados em resultados, aguardando novas melhorias no emprego e a
evolução das pressões inflacionárias nos próximos meses", disse ele.

"E, se a expectativa amplamente sustentada de que a inflação vai recuar
no próximo ano se revelar errada ou se as expectativas de inflação mostrarem
sinais de perderem o apoio para cima, estou confiante de que as ferramentas de
política monetária à nossa disposição podem trazer a inflação para nossos
2% da meta", acrescentou.

Quarles afirmou ainda que os riscos de que a inflação permaneça elevada
nos Estados Unidos por mais tempo existem, mas a tendência é de que a pressão
inflacionária diminua no próximo ano e o Federal Reserve não precise agir de
maneira mais agressiva para conter a alta de preços no país.

Carolina Gama / Agência CMA

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