CÂMBIO: Garantias fiscais e fim do Auxílio Emergencial fortalecem real

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São Paulo, 20 de outubro de 2021 - O dólar comercial fechou em R$
5,5620, com queda de 0,58%. Isso foi resultado do anúncio de que o Auxílio
Emergencial irá terminar neste mês de outubro, e que a partir do próximo mês
deve entrar em operação o Auxílio Brasil, substituindo o Bolsa Família. O
programa terá um reajuste de 20% em relação ao anterior, com o governo
garantindo que o teto fiscal não será furado, porém ainda sem dar detalhes de
como irá fazer isso.

Segundo fonte ouvida pela CMA, "se o governo furar o teto, o Banco Central
(BC) não deve continuar a vender suas reservas de dólar, além de não
descartar a hipótese que a instituição mude sua política de aumento da taxa
básica da Selic (taxa básica de juros)".

Se por um lado a fonte afirmou que o "mercado não acredita em mais nada do
que o governo diz", por outro ela também disse que o caso o teto não seja
furado, o real pode se valorizar ainda mais, "já que existe espaço para
isso".

Para a equipe da Ouro Preto Investimentos, "por mais que tenha um certo
alívio, as incertezas continuam nos próximos dias". A empresa acredita que o
refresco é pontual e que existe, inclusive, espaço para piorar.

Já em relação ao petróleo, a Ouro Preto acredita que ele irá continuar
subindo: "A oferta irá se ajustar à demanda, mas em um ritmo mais lento",
analisam.

De acordo com boletim matinal da Ajax Capital, "o cenário local segue
ainda muito conturbado, com pressão política para aumentar programa social,
pressionando ainda mais os gastos públicos, colocando em risco o Teto dos
Gastos, à medida que se aproxima das eleições".

"Os temas são sensíveis, e o mercado espera algumas medidas mais
assertivas sem flexibilização do teto dos gastos", diz a Ajax, referindo-se
à preocupação do mercado com novos arroubos fiscais. A empresa também cita a
estagnação na aprovação das reformas estruturais, assim como a escalada dos
juros e inflação.

Paulo Holland / Agência CMA

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