CÂMBIO: Expectativa por alta agressiva na Selic fortalece real e dólar cai

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São Paulo, 25 de outubro de 2021 - O dólar comercial fechou o dia em R$
5,5540, com alta de 1,26%. A moeda norte-americana foi fortemente impactada pelo
cenário doméstico, com o mercado animado com as projeções de alta na Selic
(taxa básica de juros) que variam entre 1,5 e 2,0 pontos percentuais.

Para o head de análise macroeconômica da GreenBay Investimentos, Flávio
Serrano, "o principal motivo (da alta do dólar) é a precificação do mercado
com a política monetária. A média das projeções para a Selic está em 1,5
pontos percentuais, mas muitos analistas já consideram 2 pp".

Serrano também enfatiza que o mercado espera que, ao final deste ciclo de
aumento na Selic que se encerra em fevereiro, o valor atingirá 11,5%: "Agora o
desafio é não comprometer os anos de 2023 e 2024", prevê.

Segundo o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, "o mercado
está aliviado que o Paulo Guedes tenha permanecido no governo. Embora ele tenha
cedido às pressões, ele ainda é visto como uma âncora para as coisas não
saírem do controle".

As projeções para a Selic, consequentemente, também mudaram: "A
perspectiva, que era de 1 ponto percentual, agora são de 1,5, até mesmo de 2
pontos, com o Banco Central (BC) dando um choque no mercado. Isso também
contribui para o real mais valorizado", pontua Rostagno.

Além disso, o ambiente externo nesta segunda é propício: "É um cenário
positivo para emergentes, o que ajuda o real se valorizar", analisa Rostagno.
"O que não significa uma recuperação, já que houve uma mudança na
percepção de risco da moeda", pondera.

De acordo com boletim matinal da Correparti, "o viés de apreciação da
moeda estrangeira ante o real deverá ter sequência para o longo da semana, na
medida em que os riscos fiscais continuarem assombrando os fundamentos da
economia local".

Já a Ajax Capital alerta sobre os Precatórios: "As atenções se voltam
aos Precatórios e mudanças fiscais, com a possibilidade de ampliação no
valor do programa e sua parcela permanente", pontua.

Paulo Holland / Agência CMA

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