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São Paulo, 27 de outubro de 2021 - Os resultados positivos divulgados pelo
banco Santander ajudaram a impulsionar as ações do setor financeiro e a
empurrar o Ibovespa para cima, depois de vários dias de perdas para o principal
índice acionário da Bolsa brasileira.

O bom humor se espalhou também para o mercado de juros, onde as taxas
operam em baixa, mesmo diante da perspectiva de que o Comitê de Política
Monetária do Banco Central (Copom) aumentará a taxa básica (Selic) em pelo
menos 1,50 ponto porcentual após o fechamento do mercado.

Alexandre Almeida, economista da CM Capital, disse que a curva de juros
está em correção da volatilidade da semana passada, ainda que não seja muito
significativa em comparação.

"É um assentamento de expectativas para o Copom de hoje, que se agitaram
por tensões políticas e fiscais, falta de preocupação com teto de gastos e
saída de alguns técnicos do Ministério da Economia", diz. "Isso estressou o
mercado", prossegue.

Para Almeida, um aumento de 100 bps na Selic hoje já seria bastante
relevante, mas ele aposta em 150 bps. "O que deve acontecer é um alongamento
do ciclo de aperto monetário ao longo de 2022", afirma. "O mercado já está
preocupado com a inflação em 2022 e 2023, não só com 2021, que deverá vir
acima da meta", completa.

Em paralelo, os investidores ficam atentos à votação da Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na Câmara dos Deputados. O
texto está na pauta, mas notícias apontam que o plenário pode adiar a
votação.

Yuri Cavalcante, sócio da Aplix Investimento, ressaltou que "dependendo de
como o texto for aprovado, pode indicar uma quebra ainda maior no teto de
gastos, que é uma das maiores preocupações no mercado em relação ao
Brasil", diz. "Se o encerramento da votação for antes das 18h30 pode
influenciar a decisão do Copom, tanto para um lado quanto para outro",
completa.

Veja como estava o mercado por volta das 13h39 (de Brasília):

IBOVESPA: 107.836 pontos (+1,33%)
DÓLAR À VISTA: R$ 5,5720 (-0,01%)
DÓLAR FUTURO (NOV): R$ 5.575,00 (+0,08%)
DI JAN 2022: 8,372% (-0,128 pp)
DI JAN 2023: 11,415% (-0,175 pp)
DI JAN 2025: 11,740% (-0,180 pp)

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