PETROBRAS:Conselho aprova revisão de política de remuneração aos acionistas

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São Paulo, 25 de novembro de 2021 - O conselho de administração da
Petrobras aprovou, em reunião realizada ontem (24), a revisão da política de
remuneração aos acionistas.

A estatal estabeleceu uma remuneração mínima anual de US$ 4 bilhões para
exercícios em que o preço médio do Brent for superior a US$ 40/bbl, a qual
poderá ser distribuída independente do seu nível de endividamento, desde que
observados os princípios previstos na política.

A remuneração mínima anual será equivalente para as ações ordinárias
e as ações preferenciais, desde que supere o valor mínimo para as ações
preferenciais previsto no Estatuto Social da Companhia.

Em caso de dívida bruta igual ou inferior a US$ 65 bilhões e de resultado
positivo acumulado, a serem verificados no último resultado trimestral apurado
e aprovado pelo conselho de administração, a Petrobras deverá distribuir aos
seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e os
investimentos.

A estatal explica que o aprimoramento da política se tornou importante em
razão da antecipação do alcance da meta de endividamento bruto abaixo de US$
bilhões no terceiro trimestre deste ano, que estava previsto para ser atingido
somente em 2022.

"A Companhia estabelece o nível de endividamento bruto ótimo de US$ 60
bilhões, incluindo os compromissos relacionados a arrendamentos mercantis, por
isso, para fins da Política, adotará parâmetro que comporte flexibilidade em
torno desse endividamento alvo, passando a aplicar o endividamento bruto de US$
65 bilhões como critério para definição da forma de apuração da
remuneração a ser distribuída", explicou a Petrobras.

O conselho de administração também definiu que a distribuição de
remuneração deverá ser feita trimestralmente. O capex da fórmula original do
fluxo de caixa livre também foi ajustado, para contemplar o bônus de
assinatura dos leilões.

"A revisão também teve o objetivo de simplificar a Política e
estabelecer uma remuneração mínima anual, promovendo maior previsibilidade
ao fluxo de pagamentos aos acionistas. Em todos os parâmetros de
distribuição, a remuneração aos acionistas deve seguir as regras previstas
na Lei 6.404/76, no Estatuto Social da Companhia e não deve comprometer a
sustentabilidade financeira de curto, médio e longo prazos da Companhia",
finalizou.

Bruno Soares / Agência CMA

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