JUROS: Taxas longas abrem em queda com sinais de recessão técnica

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São Paulo, 8 de dezembro de 2021 - As taxas longas dos contratos futuros de
Depósitos Interfinanceiros (DI) abriram em forte queda, com sinalizações de
recessão técnica da economia.

Nesta manhã, o IBGE divulgou dados sobre vendas no varejo abaixo das
expectativas do mercado. mercado finalmente precificando o fim da novela da PEC
dos Precatórios.

As vendas do comércio varejista caíram 0,1% em outubro, na comparação
com setembro, na terceira retração mensal consecutiva. Com esse resultado, o
varejo encontra-se 0,1% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e
6,4% abaixo do nível recorde de vendas alcançado em outubro de 2020.

Vitor Caretoni, diretor da mesa de renda variável da Lifetime
Investimentos, explica que esses dados reforçam a percepção de que o país
está em recessão técnica.

"Com isso, o Copom não deve subir a taxa Selic de forma acentuada, acima
de 150 bps", diz. Isso deve acontecer porque, segundo Caretoni, a recessão
traz alívio para inflação futura, fechando a curva longa.

Por volta das 10h40 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2022 tinha
taxa de 9,090% de 9,040% no ajuste anterior
projetava taxa de 11,385%, de 11,485%, o DI para janeiro de 2025 ia a 10,695%,
de 10,860% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 10,680% de 10,850%, na
mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar com vencimento para janeiro
operava em queda, cotado a R$ 5,63 para venda.

Pedro de Carvalho / Agência CMA

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