IBOVESPA: Em dia volátil, Bolsa fecha em alta à espera da decisão do Copom

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São Paulo, 8 de dezembro de 2021 - Em um dia de bastante volatilidade, a
Bolsa fechou em alta com os investidores com a melhora dos índices em Nova York
e à espera pela decisão da taxa de juros (Selic) pelo Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central, após o fechamento do mercado. A
expectativa é de elevação de 1,5 ponto porcentual (pp) na última reunião do
ano em que a Selic deve passar de 7,75% ao ano (aa) para 9,25% aa.

No pregão de hoje, os investidores reagiram ao dado negativo das vendas no
varejo- recuou 0,1% em outubro em comparação ao mês de setembro e impactou as
ações do setor. Os papéis de Magazine Luiza (MGLU3) caíram 10,62% Em
contrapartida, o alívio em relação à variante Ômicron impactou
positivamente o setor de turismo. As ações da CVC (CVCB3), Gol (GOLL4) E Azul
(AZUL4) avançaram 9,59%, 9,17% e 5,86%.

A PEC dos precatórios fatiada foi promulgada pelo Congresso Nacional após
algumas divergências por parte de parlamentares.

O principal índice da B3 subiu 0,50%, aos 108.095,53 pontos. O Ibovespa
futuro com vencimento em dezembro aumentou 0,46%, aos 108.415 pontos. O volume
financeiro foi de R$ 22,363 bilhões. Em Nova York, as bolsas fecharam em alta.

José Costa Gonçalves, analista da Codepe Corretora, comentou que o mercado
está atento ao Copom e acredita que "hoje o aumento na taxa de juros deve ser
de 1,5 pp e o BC passará uma mensagem mais positiva para a próxima reunião
em fevereiro (2)".

Costa acrescentou que se a autoridade monetária sinalizar uma diminuição
na alta de juros, "as ações do setor de construção podem se beneficiar e os
fundos imobiliários passam a ser atrativos".

De acordo com Enrico Cozzolino, analista da Levante Ideias Investimentos, o
mercado está bastante neutro na sessão de hoje, mas a cautela predomina entre
os investidores "com o Copom, PEC dos precatórios e a notícia da Pfizer
permitiu uma tranquilidade no mercado". Segundo a farmacêutica as três doses
do imunizante neutralizam a variante Ômicron.

Lucas Mastromonico, operador de renda variável da B.Side Investimentos,
afirmou que a Bolsa deve manter a lateralidade no aguardo do Copom "se vai vir
o que os investidores esperam ou não, a não ser que saía alguma notícia
muito relevante agora à tarde que reflita no Ibovespa".

Daqui para o fim do mês, Mastromonico comentou que espera uma agenda mais
parada com recesso parlamentar e sem crises políticas, e a "Bolsa pode até
ter uma força compradora mais forte".

Ele ressaltou que as vendas no varejo "vieram muito ruins e o impacto foi
forte nas ações de Magazine Luiza e Via". Em contrapartida, os papéis do
setor de turismo "está segurando um pouco o índice e CVC está subindo forte
com a informação sobre a variante Ômicron, que não apresenta alta
mortalidade".

Soraia Budaibes / Agência CMA

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