COPOM: Grupo eleva Selic em 1,5 pp, a 9,25% ao ano (amplia)

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(inclusão dos dois últimos parágrafos)

Brasília, 8 de dezembro de 2021 - O Comitê de Política Monetária (Copom)
elevou a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual (pp), passando
de 7,75% para 9,25% ao ano. Este é o maior índice desde julho de 2017, quando
a taxa atingiu 10,25% ao ano. O comitê sinalizou que a Selic deve subir mais
1,5 pp em fevereiro de 2022.

"Para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma
magnitude", diz a nota do Copom. Os passos futuros da política monetária,
segundo comunicado do grupo, "poderão ser ajustados para assegurar a
convergência da inflação para suas metas, e dependerão da evolução da
atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de
inflação para o horizonte relevante da política monetária".

Para o Copom, diante do aumento de suas projeções e do risco de
desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo
de aperto monetário avance significativamente em território contracionista.
"O Comitê irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas
o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno
de suas metas", completa a nota.

O índice está dentro do projetado na última reunião do Copom e das
previsões de especialistas. A decisão foi unânime. Esta foi a sétima alta
consecutiva da taxa básica de juros neste ano.

PROJEÇÃO DE INFLAÇÃO

Segundo o Copom, a inflação ao consumidor continua elevada e a alta dos
preços foi acima da esperada, tanto nos componentes mais voláteis como também
nos itens associados à inflação subjacente. "As diversas medidas de
inflação subjacente apresentam-se acima do intervalo compatível com o
cumprimento da meta para a inflação", completa o comunicado.

Desta forma, o Copom ajustou para cima as projeções de inflação. A
projeção de inflação para 2021 passou de 9,5% para 10,2%. Em 2022, a
inflação projetada é de 4,7% contra 4,1% da última reunião. Para 2023, o
índice projetado é de 3,2% contra 3,1% estimado em outubro.

Esse cenário supõe trajetória elevação de juros para 11,75% ao ano em
2022. A perspectiva é que o próximo ano termine com taxas de juros em 11,25%.
Em 2023, o Copom projeta juros de 8% ao ano.

CENÁRIOS EXTERNO

O Copom avalia que, no cenário externo, "o ambiente se tornou menos
favorável", especialmente para as economias emergentes. Segundo o Comitê,
alguns bancos centrais das principais economias expressaram claramente a
necessidade de cautela frente à maior persistência da inflação, tornando as
condições financeiras mais desafiadoras para economias emergentes.

Para o Copom, a possibilidade de nova onda da Covid-19 durante o inverno e o
aparecimento da variante Ômicron adicionam incerteza quanto ao ritmo de
recuperação nas economias centrais. No caso do Brasil, o grupo considera que
os indicadores divulgados desde a última reunião mostram novamente uma
evolução da atividade econômica "moderadamente abaixo da esperada".

Luiza Damé / Agência CMA

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