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São Paulo, 14 de janeiro de 2022 - As taxas dos contratos futuros de
Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em alta nesta sexta-feira (14), com
riscos fiscais de curto prazo.

Para Ariane Benedito, economista da CM Capital, existe risco de
paralisação do funcionalismo, em meio as negociações salariais, pressão do
STF sobre o Executivo, eleição e inflação acima das expectativas.

"Existe risco fiscal, que está sendo precificado nas curvas curtas. Para
as longas achamos que o mercado está precificando além do ideal", diz.

O Ibovespa reverte perdas e passa a subir sustentada pelas ações da
Petrobras e setor financeiro, papéis valorizados também na sessão da
véspera. O mercado segue atento à inflação nos Estados Unidos e ao movimento
de alta de juros.

Esta semana dirigentes do Federal Reserve (Fed, banco central
norte-americano) tiveram falas mais duras devido à preocupação no combate ao
aumento de preços. Mais cedo os números do varejo e da produção industrial
nos Estados Unidos decepcionantes levaram à queda do índice.

As vendas no varejo em dezembro caíram 1,9% na comparação mensal
mercado previa queda de 0,1% e a produção industrial em dezembro, recuou 0,1%
e os analistas estimavam alta de 0,2%. Por aqui mais cedo, as vendas no varejo
em novembro ficaram acima da expectativa do mercado-subiram 0,6% na comparação
mensal e acumula alta de 1,9% em 2021.

O dólar segue em alta. Mesmo com a produção industrial dos Estados Unidos
tendo recuado 0,1% em dezembro ante novembro (projeção de +0,2%), assim como
a expressiva queda das vendas no varejo no mesmo período (-1,9% ante projeção
de -0,1%), a moeda norte-americana não dá sinais de recuo.

Para o economista-chefe do Banco Mizuho, "o comportamento da moeda foi
surpreendente, já que os membros do Federal Reserve (Fed, o banco central
norte-americano) deram discursos bastante hawkish (duro, favoráveis ao aumento
dos juros), dando a entender que poderia haver até quatro elevações, e não
três como previsto inicialmente".

Veja como estava o mercado por volta das 13h30 (de Brasília):

IBOVESPA: 106.380 pontos (+0,80%)

DÓLAR À VISTA: R$ 5,533 (+0,07%)

DI JAN 2023: 11,945 (+0,04%)

DI JAN 2024: 11,620 (+0,25%)

Pedro de Carvalho / Agência CMA

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