CÂMBIO: Dólar fecha em queda, descolado do Ibovespa e à espera da Ptax

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São Paulo, 28 de janeiro de 2022 - O dólar comercial fechou em R$
5,3900, com queda de 0,62%. A moeda ensaiou uma tímida recuperação durante a
manhã, mas logo repetiu o movimento observado durante quase toda a semana.
Próximo ao fechamento da Ptax, na segunda, o real ganha uma sobrevida embalado
pelo intenso afluxo de capital estrangeiro na bolsa.

Segundo o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio Leal, "hoje é mais
uma questão técnica. Existe uma discussão em torno dos R$ 5,37, que é a
média do dólar nos últimos 200 dias. Esse aparenta ser o suporte do dólar".

Leal, contudo, explica que o último dia semana costuma ser o de
realização de lucros: "Tanto bolsa quanto dólar estão descolados dos
fundamentos, sem contar que na segunda à tarde vai ter a formação da Ptax",
opina.

De acordo com o analista de risco da Ajax Capital, Rafael Passos, "o IGP-M
e a taxa de ocupação contribuíram positivamente nesta manhã". O Indice
Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,82% em janeiro, e a taxa de
ocupação caiu para 11,6% no trimestre móvel encerrado em novembro.

Passos destaca o fluxo positivo na bolsa brasileira: "O tom mais hawkish
(austero) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), no primeiro
momento, é bom para os emergentes, e valoriza o real. O Brasil vai se
favorecendo com a alta das commodities. Estamos trabalhando em um cenário com
diminuição de liquidez.", avalia.

"O quadro interno não mudou, assim como a disseminação da inflação lá
fora. Temos visto um Congresso a favor de mais gastos públicos, mirando a
eleição", observa Passos.

Para o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, "a cautela é um
pouco maior devido ao Ano Novo chinês na próxima semana. A alta nos preços
das commodities, com disparada do minério de ferro, deve suportar o Ibovespa,
mas a parte doméstica deve ter um dia brigado, com o apetite recente dos
investidores se chocando com o aumento dos riscos políticos".

Borsoi destaca a sensação de incertezas internas: "O aumento na
percepção de risco local e o desempenho positivo da moeda americana devem
pressionar o câmbio, que deve operar em alta", projeta. O economista também
destaca que o DXY rompeu os 97 pontos, e se valoriza 1,8% em janeiro.

Paulo Holland / Agência CMA

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