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IBOVESPA: Indice fechou em baixa seguindo exterior e pressionado por bancos

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São Paulo, 4 de maio de 2021 - O pregão de hoje foi praticamente todo em
queda, apenas nos primeiros negócios do dia a Bolsa ensaiou operar em terreno
positivo, mas não sustentou. Assim que abriu Nova York, a perda se instalou e
mais perto do fechamento acentuou o recuo.

O Ibovespa fechou em queda de 1,25%, aos 117.712,00 pontos. A mínima foi de
117.630,62 pontos e a máxima de 119.293,42 pontos. O giro financeiro foi de
29,2 bilhões.

O principal índice da B3 acompanhou o movimento negativo dos índices
acionários em Nova York que caíram por realização de lucros, e no Brasil os
papéis do setor financeiro também pressionaram o Ibovespa, principalmente do
Itaú, após o desempenho de ontem devolveram os lucros.

As bolsas norte-americanas Nasdaq e S&P 500 encerram em baixa de 1,88% e
0,66% respectivamente. O índice Dow Jones mudou de direção e registrou ganho
de 0,06%.

Os papéis do setor financeiro caíram: Itaú (ITUB4) perderam 4,26%
Bradesco recuaram (BBDC 3 BBDC4) 3,05% e 3,01%, respectivamente
(SANB11) baixaram 2,72% e Banco do Brasil (BBAS3) apontaram retração de 1,27%.

Na avaliação de Bruno Komura, estrategista de renda variável da Ouro
Preto Investimentos, no mercado externo está ocorrendo uma rotação entre as
áreas. "Os setores que se beneficiaram com a pandemia e subiram bastante,
como o de tecnologia, agora estão realizando os lucros. Os investidores estão
saindo desses papéis e migrando para as ações que perderam como de varejo e
bancos", comenta.

Outro fator que ajudou na queda foi o adiamento da leitura do relatório da
reforma tributária, na comissão mista do Congresso, pelo deputado e relator da
proposta Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para o dia 11 de maio, disse uma fonte que
não quis se identificar.

Uma fonte afirmou que o comentário da secretária do Tesouro
norte-americano, Janet Yellen, afirmando que pode aumentar os juros para que
não haja superaquecimento da economia também "ajudou na queda dos
índices", comentou a fonte.

O mercado esteve atento ao depoimento do ex-ministro da Saúde, Luiz
Henrique Mandetta, que segue no Senado. "O depoimento do Mandetta pode ter
afetado o mercado, mas as respostas nesta linha que adotou já eram
esperadas", afirma o estrategista de renda variável da Ouro Preto
Investimentos. Hoje ainda será ouvido o ex-ministro Nelson Teich e Eduardo
Pazuello irá depor em 19 de maio.

Soraia Budaibes / Agência CMA

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