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BIDEN: Em agosto, 500 milhões de doses da Pfizer começarão a ser doadas

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São Paulo, 10 de junho de 2021 - O presidente norte-americano, Joe Biden,
anunciou a compra de 500 milhões de doses da vacina contra a covid-19
desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech e disse que a doação
desses imunizantes para países de baixa renda deve começar em agosto.

"Os Estados Unidos, sob a minha determinação, comprarão adicionais 500
milhões de doses da Pfizer para doar para quase mil países de baixa renda para
a luta contra a pandemia. Essa é a maior compra única por um país na
história. Essa é uma vacina mRNA que se mostrou eficiente contra variantes",
disse ele em pronunciamento durante viagem ao Reino Unido na ocasião do G-7
(grupo composto por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França,
Itália e Canadá).

O The Washington Post havia adiantado nesta semana que o governo de Biden
estava se preparando para comprar 500 milhões de doses para distribuição
global. Na semana passada, a Casa Branca anunciou a distribuição a partir
deste mês de 80 milhões de doses que os Estados Unidos já têm em seus
estoques, sendo 25 milhões de imunizantes aprovados no país.

Falando em conjunto com Biden, o presidente da Pfizer, Albert Bourla,
afirmou que a meta é entregar 2 milhões de doses para países de baixa renda
nos próximos 18 meses. "Hoje vemos que há luz no fim do túnel. Vamos
continuar perseguindo soluções para acabar com a pandemia. Estamos monitorando
as variantes, nossos estudos continuam", disse Bourla.

Biden, por sua vez, lembrou que enquanto o novo coronavírus estiver sendo
disseminado, há riscos de mutações que podem contaminar as pessoas e que o
ritmo de contágio em alguns países tem atrapalhado o crescimento global,
aumentado a instabilidade e enfraquecido governos.

"A chave para a reabertura econômica e para o crescimento é a
vacinação. Os Estados Unidos estão vacinando e começaram a se recuperar da
pior crise econômica em mais de um século. Conseguimos criar 2 milhões de
empregos em apenas quatro meses e há uma queda histórica do desemprego. Os
negócios estão reabrindo e a projeção é de uma expansão de 6,9% para este
ano", afirmou.

"Ao passo que nos recuperamos, é do nosso interesse que outras economias
se recuperem também. Mas isso não acontecerá sem que outros países combatam
a pandemia via vacinação. Os Estados Unidos querem ser o arsenal do mundo para
a vacinação", acrescentou.

Carolina Gama / Agência CMA

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