beforeContent_c1:
Widget: 37:

CÂMBIO:Dólar fecha em leve queda com exterior, inflação/EUA,à espera de BCs

Invista agora, com o Monitor Investimentos. Clique aqui e saiba mais!


São Paulo, 10 de junho de 2021 - O dólar comercial fechou com leve queda
de 0,07% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0660 para venda, em sessão de forte
volatilidade e amplitude, em dia de divulgação dos números da inflação nos
Estados Unidos, com o dado acima do esperado, e investidores fazendo ajustes
técnicos aqui e no exterior à espera das decisões de política monetária do
Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central (BC)
na semana que vem.

O diretor superintendente de câmbio da Correparti, Jefferson Rugik,
reforça que, apesar do índice de preços ao consumidor norte-americano ficar
"um pouco" acima das previsões, o resultado não deve fazer com que o Fed
antecipe a política monetária "ultra acomodatícia".

A inflação nos Estados Unidos subiu 0,6% em maio ante abril, enquanto
analistas esperavam alta de 0,5%. Para o economista da Nova Futura
Investimentos, Matheus Jaconeli, o mercado mostrou "uma certa aceitação"
da política monetária adotada pelo banco central norte-americano e teve
reação limitada ao dado mais aguardado da semana. Além de esperar por um
discurso parecido com as avaliações anteriores de "inflação
transitória", apesar da pressão nos preços.

Rugik ressalta que, na segunda parte dos negócios, a moeda exibiu forte
volatilidade e operou sem direção única, refletindo um fluxo levemente
negativo em meio à liquidez reduzida no mercado local. "Perto do
encerramento, o dólar voltou a perder valor em linha com as moedas [de países]
emergentes", diz.

Jaconeli acrescenta que no cenário doméstico, investidores começam a
fazer ajustes à espera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)
do BC. "Caso o Banco Central eleve a taxa Selic em 0,75 ponto percentual [a
taxa passará para 4,25% ao ano], deverá ter um movimento de entrada de
dólares. O mercado parece se antecipar para isso", comenta.

Sobre a Selic, a equipe econômica do Itaú avalia que a elevação da taxa
de juros e a força dos preços de commodities, somados ao crescimento maior e
à redução no prêmio de risco resultante da melhora de dinâmica da dívida
pública, começam a se refletir em fluxos comerciais e financeiros mais
favoráveis, abrindo espaço para a apreciação da moeda. No segundo trimestre,
o dólar acumula desvalorização de 10,0%.

Amanhã, com a agenda esvaziada de indicadores econômicos, o destaque fica
para os dados do setor de serviços, em abril. O indicador fecha os números da
atividade doméstica e corroboram para desenhar um cenário geral da economia no
início do segundo trimestre.

"Em abril, a gente viu as medidas de isolamento social [por conta da
covid-19] sendo relaxadas. Após o resultado do comércio [acima do esperado], o
mercado ficará atento a esse resultado", finaliza o economista da Nova
Futura, acrescentando que a sessão deverá ter viés de lateralidade, com os
mercados à espera das reuniões do Fed e do Copom na semana que vem.

Flávya Pereira / Agência CMA

Copyright 2021 - Grupo CMA

content:
afterContent:
sidebar:
Widget: 38:
Widget: 15:

Receba nosso boletim

Widget: 104: