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JUROS: Taxas abrem em alta com dólar e receita do setor de serviços

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São Paulo, 11 de junho de 2021 - As taxas dos contratos de juros futuros
(DIs) abriram em alta acompanhando o avanço do dólar em relação ao real. Os
investidores também reagem ao resultado melhor que o esperado da receita do
setor de serviços em abril, o que já começa a provocar uma série de
revisões de estimativas em relação ao produto interno bruto (PIB), à
inflação e ao ponto de parada da atual rodada de alívio monetário pelo Banco
Central (BC).

Por volta das 10h20, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 5,330%, de
5,325% no ajuste anterior
de 6,955%
janeiro de 2027 tinha taxa de 8,50%, de 7,44%, na mesma comparação. No mercado
de câmbio, o dólar à vista operava em alta de 0,4%, cotado na faixa de R$
5,08.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a
receita real de serviços avançou 0,7% em abril ante março e aumento 19,8% na
comparação com o mesmo mês de 2020. Com isso, o setor de serviços acumula
alta de 3,7% nos primeiros quatro meses de 2021, mas segue 1,5% abaixo do
patamar de fevereiro de 2020, quando o índice começou ser afetado pela
pandemia.

"Os dados são em grande medida bons e reafirmam uma leitura de alta do
PIB neste ano", disse André Perfeito, economista-chefe da Necton Corretora.
"Sobre as possíveis interações entre a atividade em elevação relativa e a
taxa SELIC, mantemos nosso cenário de 6,25% de juros ao final do ano, mas
deveremos revisar à luz das novas informações sobre inflação e,
principalmente, em relação ao comportamento dos juros nos EUA", explicou
Perfeito.

Já o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, divulgou uma
revisão completa do cenário. "Começando pelo IPCA, elevamos nossa
projeção de 2021 de 5,0% para 5,3%. A dinâmica dos preços tem se mostrado
mais forte do que esperado para esse ano, o que vem sendo corroborado pelo
avanço dos núcleos", afirmou ele.

Ao mesmo tempo, a corretora elevou sua estimativa para o PIB de 2021 de 4,0%
para 4,5%, corrigiu a projeção para a inflação de 2022 de 3,4% para 3,7% e
agora acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC conduzirá a
Selic na direção de uma taxa considerada neutra.

"Seguindo a hipótese de que o BC é avesso aos desvios inflacionários e
rigoroso no cumprimento das suas atribuições, revisamos também nosso call de
Selic de 5,0% para 6,5%" ao ano, afirmou Sanchez.

Segundo ele, a Ativa considera 6,5% como uma taxa neutra diante do atual
cenário da economia brasileira. "Assim avaliamos que em breve a autoridade
deverá remover de sua comunicação a sinalização de redução parcial do
estímulo monetário", concluiu ele.

Ricardo Gozzi / Agência CMA

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