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JUROS: Taxas fecham em alta com dólar e receita do setor de serviços

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São Paulo, 11 de junho de 2021 - As taxas dos contratos de juros futuros
(DIs) fecharam em alta acompanhando o avanço do dólar em relação ao real. Os
investidores também reagiram ao resultado melhor que o esperado da receita do
setor de serviços em abril, o que já começa a provocar uma série de
revisões de estimativas em relação ao produto interno bruto (PIB), à
inflação e ao ponto de parada da atual rodada de alívio monetário pelo Banco
Central (BC).

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a
receita real de serviços avançou 0,7% em abril ante março e aumento 19,8% na
comparação com o mesmo mês de 2020. Com isso, o setor de serviços acumula
alta de 3,7% nos primeiros quatro meses de 2021, mas segue 1,5% abaixo do
patamar de fevereiro de 2020, quando o índice começou ser afetado pela
pandemia.

"Os dados são em grande medida bons e reafirmam uma leitura de alta do
PIB neste ano", disse André Perfeito, economista-chefe da Necton Corretora.
"Sobre as possíveis interações entre a atividade em elevação relativa e a
taxa Selic, mantemos nosso cenário de 6,25% de juros ao final do ano, mas
deveremos revisar à luz das novas informações sobre inflação e,
principalmente, em relação ao comportamento dos juros nos EUA", explicou
Perfeito.

A alta foi mais intensa nos vencimentos mais longos. Com isso, o DI para
janeiro de 2022 encerrou com taxa de 5,290%, de 5,305% no ajuste anterior
para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,965%, de 6,955%
2025 ia a 8,02%, de 7,96% antes
8,51%, de 7,44%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar à vista
operava em alta de 1,1%, cotado na faixa de R$ 5,12.

Ricardo Gozzi / Agência CMA

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