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MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

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São Paulo, 14 de junho de 2021 - O Ibovespa mantém-se em alta puxado pelas
ações de educação, shoppings, empresas turismo, varejistas e companhias
aéreas devido à noticia de antecipação da vacinação em um mês no estado
de São Paulo.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de
0,80%, aos 130.480,31 pontos. O volume financeiro do mercado era de
aproximadamente R$ 13,5 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com
vencimento em junho de 2021 apresentava avanço de 0,68%, aos 130.470 pontos.

Com o novo cronograma, divulgado no final de semana pelo governador João
Doria, toda a população até 18 anos deve ser vacinada até dia 15 de
setembro. A imunização foi antecipada, segundo a Secretaria de Saúde do
estado, devido às perspectivas de entrega das doses pelo Ministério da Saúde.

O analista sênior, Luiz Henrique Wickert, da plataforma de investimentos
sim
no estado de São Paulo contribuem para a alta alguns papéis. "Ações ligadas
à educação sobem por conta da possibilidade de volta às aulas".

Wickert comenta que o movimento para shopping e varejo foi intenso no fim de
semana, principalmente por causa do dia dos namorados. "O fluxo nos shoppings
seguiu forte e acredito que por isso essas ações ligadas a reabertura
[econômica] estão sendo favorecidas hoje".

Na visão dos analistas da Sul América Investimentos, o Ibovespa "deve
continuar se favorecendo do atual quadro positivo, buscando consolidar o patamar
dos 130 mil pontos".

As ações das empresas ligadas a reabertura econômica sobem. Os destaques
são os papéis das empresas de educação: Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3)
avançavam mais de 9,00% e mais de 3,00%, respectivamente, e as administradoras
de shoppings: Multiplan (MULT3), brMalls (BRML3) e Iguatemi (IGTA3), que
valorizavam mais de 3,00%, mais de 3,00% e mais de 2,00%, nessa ordem.

Os papéis das companhias aéreas também contribuem com a alta do índice.
Azul (AZUL 4) valorizavam mais de 2,00% e Gol (GOLL4) ganhavam 0,54%
de turismo CVC (CVCB3) aceleravam mais de 2% e as varejistas Lojas Americanas
(LAME4) tinham alta de mais de 1% e Lojas Renner (LRN3) avançavam mais de 2%.

Os investidores ficam no aguardo do maior evento da semana, na quarta-feira,
quando o banco central norte-americano decide sobre a política monetária do
país, e por aqui o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central
(BC) define a taxa básica de juros, que atualmente está em 3,50%.

"A princípio a expectativa do mercado é que o bc norte-americano deve
reafirmar o ritmo de compras de títulos esta semana, mesmo que entregue
projeções com o aumento das taxas de juros só em 2023", afirma o
estrategista da Genial Investimentos, Filipe Villegas.

Os analistas da Sul América Investimentos acreditam que devem ser
intensificados os debates em relação aos riscos inflacionários e alimentando
o momento exato em que o Federal Reserve começará a reduzir os estímulos. "O
Fed, provavelmente, continuará avaliando o surto inflacionário como
transitório", enfatizam.

Para o analista da Sul América Investimentos, os investidores devem olhar
com a tenção o comunicado da autoridade monetária brasileira. "Espera-se que
o comunicado que acompanha a decisão mude de tom, abrindo espaço para plena
normalização monetária ainda este ano", afirmam.

Em queda desde a abertura dos negócios, o dólar comercial ampliou as
perdas frente ao real, renovando mínimas sucessivas a R$ 5,05, acompanhando o
exterior, onde a moeda norte-americana perde terreno para as moedas pares e em
movimento local, em meio à perspectiva de novas captações e à espera da
"super quarta", dia de decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central
norte-americano) e do Copom, que deverá elevar a taxa Selic.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 1,15%, cotado a
R$ 5,0620 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com
vencimento em julho de 2021 apresentava recuo de 1,12%, cotado a R$ 5,070.

O trader da mesa de câmbio da Travelex Bank, Pedro Molizani, ressalta que
investidores operam em compasso de espera pelas decisões de política
monetária do Fed e do Copom. "O fato de ambas acontecerem na quarta-feira fez
com que o mercado chamasse tal dia como 'super quarta', refletindo o peso e a
relevância que os eventos têm nos ativos domésticos e internacionais",
explica.

Ele acrescenta que um leve otimismo "é emanado no exterior" e contagia os
ativos domésticos por causa de uma agenda "mais arrefecida". Junto ao
comunicado da decisão do banco central dos Estados Unidos, também serão
divulgadas as projeções econômicas para o país, mas o interesse do mercado
é saber qual será o tom do Fed em relação aos estímulos e como lidará com
a alta da inflação norte-americana.

Em relação ao comunicado do Copom, segundo o economista-chefe da
Sulamérica Investimentos, Newton Rosa, espera-se uma "mudança de tom",
abrindo espaço para a plena normalização monetária ainda em 2021, em meio à
alta da inflação doméstica. Os analistas preveem um aperto monetário de
0,75 ponto percentual (pp), o terceiro seguido, com a taxa básica de juros indo
a 4,25%.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) operam em queda desde o fim da
manhã, acompanhando a intensificação do recuo do dólar em relação ao real
em meio a uma melhora do apetite por risco no mercado financeiro local.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2022 tinha taxa de 5,30%, de
5,295% no ajuste anterior
de 6,98%
janeiro de 2027 tinha taxa de 8,46%, de 8,54%, na mesma comparação.

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