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RÚSSIA: Putin manifesta intenção de trabalhar em conjunto com EUA e China

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São Paulo, 14 de junho de 2021 - O presidente russo, Vladimir Putin, disse
que está aberto à cooperação com os Estados Unidos e com a China,
especialmente na área espacial. A declaração acontece dois dias antes de sua
reunião presencial com o presidente norte-americano, Joe Biden.

"Estamos interessados em continuar a trabalhar com os Estados Unidos nessa
direção e continuaremos a fazê-lo se nossos parceiros não se oporem. [Mas]
isso não significa que tenhamos de trabalhar exclusivamente com os Estados
Unidos", afirmou ele em entrevista para a rede NBC.

"Temos trabalhado com a China e continuaremos a fazê-lo, e isso se aplica
a todos os tipos de programas, incluindo a exploração do espaço ",
acrescentou.

Putin também repetiu o apelo para que os Estados Unidos e a Rússia unam
forças para combater o crime cibernético. "É nossa grande esperança sermos
capazes de estabelecer esse processo com nossos parceiros nos Estados Unidos",
afirmou.

Ele propôs uma reinicialização cibernética com Washington no ano
passado, quando Donald Trump ainda era presidente, mas alguns nos Estados Unidos
desconfiaram das reais intenções de Moscou.

As relações entre os Estados Unidos e a Rússia estão no pior momento das
últimas décadas, desgastadas principalmente por uma série de ataques
cibernéticos ligados a Moscou, bem como por uma longa lista de queixas antigas
- a principal delas sendo a intromissão da Rússia nas eleições de 2016 e
2020 nos Estados Unidos.

Na entrevista, Putin disse que as alegações dos norte-americanos de que os
hackers russos ou o próprio governo estavam por trás dos ataques
cibernéticos nos Estados Unidos eram farsas, e ele desafiou a reunião de
provas de que os russos estavam envolvidos nesses casos.

"Fomos acusados de todos os tipos de coisas", disse Putin.
"Interferência eleitoral, ataques cibernéticos e assim por diante e nenhuma
vez eles se preocuparam em produzir qualquer tipo de evidência ou prova. Apenas
acusações infundadas", acrescentou.

Questionado sobre as críticas de Biden de que a Rússia havia contribuído
para a instabilidade global, ele acusou os Estados Unidos de fazer o mesmo na
Líbia, no Afeganistão e na Síria. "Os russos não estão reprimindo a
dissidência interna mais do que os Estados Unidos estão fazendo com suas leis
contra agentes estrangeiros", afirmou.

Carolina Gama / Agência CMA

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