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CÂMBIO: Dólar fecha em queda com fluxo local e exterior, à espera de BCs

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São Paulo, 14 de junho de 2021 - O dólar comercial fechou em queda de
0,97% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0710 para venda, em meio à entrada de
fluxo estrangeiro vindo de captações externas. Além disso, o mercado aguarda
pelas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central
norte-americano) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central
na quarta-feira.

O gerente da mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, destaca que
em sessão de pouca liquidez, a perspectiva de fluxo positivo para o país
vindo das últimas captações externas e de novas ofertas públicas iniciais de
ações (IPOs, na sigla em inglês) ajudaram a moeda sustentar queda por toda a
sessão e renovar mínimas no nível de R$ 5,05.

"À tarde, a moeda se afastou das mínimas com o fortalecimento lá fora,
reflexo de novas altas nos títulos de longo prazo do governo norte-americano
[as treasuries]", comenta. A economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila
Abdelmalack, reforça que é "comum" os ativos globais exibirem viés de
cautela às vésperas da reunião de política monetária.

"Há uma certa limitação de valorização do dólar por conta da
expectativa com a comunicação do Fed [Federal Reserve, o banco central
norte-americano]", diz, acrescentando que a autoridade monetária também
divulgará as projeções econômicas para o país no trimestre.

"O mercado vai ficar de olho também se terá revisões para cima. Isso
pode, de alguma forma, precificar o câmbio", diz. O vencimento de 10 anos
(T-Note) das treasuries saiu de 1,45% no início da sessão para 1,50% à tarde.

A chamada "super quarta-feira" será também de decisão Copom, com
expectativa de elevação da taxa Selic, a terceira seguida, em 0,75 ponto
percentual (pp). "Aqui, o fluxo está positivo, tem tido captações e a Selic
deve subir mais. Mas investidores não se esqueceram dos nossos problemas
fiscais. Isso segura o dólar acima dos R$ 5,00", avalia Abdelmalack.

Para a equipe econômica do Itaú, o Comitê deve abandonar a menção a uma
normalização "parcial" do grau de estímulo monetário no comunicado,
dado o contexto de inflação bastante pressionada e significativa retomada da
economia, além de sinalizar os passos do Banco Central no segundo semestre.

"Acreditamos que a discussão terá como novo elemento o movimento recente
de apreciação da moeda [local], o que reduz a pressão por aumentos
adicionais da taxa de juros. Levando todos estes fatores em consideração,
esperamos que a autoridade monetária sinalize um aperto adicional de 0,75 pp em
agosto", ponderam os economistas do banco.

Para a economista da Veedha, apesar da espera pelos eventos da semana, as
decisões dos bancos centrais, os números de atividade dos Estados Unidos podem
fazer preço como o índice de preços ao produtor e a produção industrial,
no mês passado. "O mercado está atento a todos esses números vindos de
lá", acrescenta.

Flávya Pereira / Agência CMA

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