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SENADO: CPI vota requerimentos amanhã

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São Paulo, 15 de junho de 2021 - A Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) do Senado que investiga erros e omissões do governo no combate à
pandemia de covid-19 votará amanhã requerimentos - entre eles pedidos de
quebra de sigilo de laboratórios e do empresário Carlos Wizard.

A presença de Wizard na CPI está marcada para quinta-feira (17), mas os
advogados do empresário disseram à comissão que ele está fora do país e
propuseram que ele fizesse o depoimento de forma remota. Hoje, na abertura da
reunião, o presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), reiterou que o
depoimento deve ser presencial e que tomaria medidas para garantir o depoimento
desta forma caso Wizard se recusasse a comparecer. "Se Wizard não comparecer
na quinta, iremos tomar devidas providências", afirmou.

Ele ressaltou que o depoimento presencial tem sido exigido na CPI porque é
preciso garantir a incomunicabilidade das testemunhas, a permanência delas até
o fim da sessão e impedir que elas leiam o depoimento.

Wizard está no rol de alvos da CPI por ser considerado um dos membros do
"gabinete paralelo" que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro com
orientações divergentes daquelas prestadas pelo Ministério da Saúde sobre a
melhor forma de lidar com a pandemia.

NOVA FASE

Pouco antes do início da reunião da CPI, o relator Renan Calheiros
(MDB-AL), reiterou que as investigações entrarão numa nova fase nos próximos
dias, em que algumas das pessoas que foram ouvidas como testemunhas até agora
passarão a ser consideradas investigadas.

"Vamos ter pessoas que já foram ouvidas contra as quais há muitos
indícios, provas e isso significará do ponto de vista prático uma nova fazer,
um avanço da própria investigação", disse ele a jornalistas, recusando-se,
porém, a dizer quais das testemunhas entraria no grupo de investigados.

"Estamos fazendo detalhamento isso pode significar durante esta semana a
primeira fase, poderemos ter outras fases, mas em português claro é uma nova
fase da própria investigação. Precisa reclassificar estas pessoas, agora na
condição de investigados."

"Não temos ainda definição dos nomes, e aí fica muito difícil porque
cita um e omite outro, não podemos ser imprecisos nesta fase de investigação.
Para todos contra os quais recolhemos provas, indícios veementes, vamos
classificá-los na condição de investigados.

A CPI da pandemia realizou até agora 19 sessões, em que foram ouvidos, na
condição de testemunhas, todos os que comandaram o Ministério da Saúde
durante o governo do presidente Jair Bolsonaro - Henrique Mandetta, Nelson
Teich, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga-, além de outros integrantes e
ex-integrantes do governo federal.

Na lista, estão o ex-secretário de Comunicação Social da Presidência
Fabio Wajngarten, o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, o
ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Antônio Elcio Franco Filho, a
secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, e
a médica Luana Araújo, que chegou a se anunciada como secretária de combate
à covid-19, mas saiu do governo antes mesmo de ser oficializada no cargo.

Também foram ouvidos o diretor da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, o gerente geral da Pfizer na América
Latina, Carlos Murillo, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, a
médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), chegou a ser convocado, mas
faltou à audiência após ser liberado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de
prestar depoimento, sob o argumento de que já está sendo acusado pela
Procuradoria-Geral da República (PGR) de crimes relacionados aos assuntos
investigados pela CPI e não é obrigado a gerar provas contra si mesmo.

Gustavo Nicoletta / Agência CMA (g.nicoletta@cma.com.br)

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