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CÂMBIO: Dólar não resiste a incertezas internas e fecha em alta de 0,55%

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São Paulo, 5 de agosto de 2021 - Após uma manhã de queda, na sessão
desta tarde a moeda norte-americana guinou para uma trajetória de alta e seguiu
assim até o final, cotada a R$ 5,2170, subindo 0,55%. A postura mais enérgica
do Comitê de Política Monetária (Copom) não foi suficiente para arrefecer o
mercado diante das incertezas políticas e fiscais brasileiras.

Segundo o economista da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, "o
atrito entre Bolsonaro e Barroso não é saudável". Borsoi também alerta
sobre a deterioração da política fiscal: "Com a avaliação em queda, o
governo tende a gastar mais, como no aumento do Bolsa Família, fazendo com que
a política fiscal tenha caráter de suporte político".

Borsoi fala sobre as dificuldades que isso acarreta: "Se fosse apenas pelo
Copom, o câmbio deveria estar em queda, já que o Banco Central foi bastante
hawkish".

Para o economista e CEO da Veedha Investimentos, Rodrigo Tonon Marcatti,
"a gente estava com um diferencial de juros muito baixo e o comunicado de
ontem, em um tom mais hawkish, contribui para a valorização do real".

Além da Selic, outros fatores ajudam nessa valorização: "O balanço da
Petrobras veio muito forte, além da temporada de IPOs", destaca Marcatti. O
economista ressalta, porém, que frente a outras moedas emergentes, como o peso
mexicano, o real ainda está muito desvalorizado.

Segundo o Rabobank, o fato de o Copom ter avisado que em setembro haverá
um novo aumento de 1 ponto porcentual na Selic e descartar, ao menos por
enquanto, a hipótese de terminar o ciclo de alta quando a taxa básica de juros
atingir um nível neutro "deve trazer força no curto prazo para o real".

"Com o ritmo atual de vacinação no Brasil e as pressões e riscos
inflacionárias recentes, continuamos vendo a Selic chegar a 7,00% até o final
de 2021 e [ficar neste nível] até o final de 2022."

Em boletim matinal da Correparti, Jefferson Rugik disse que a decisão do
Copom "deixou claro que vem outro ajuste da mesma magnitude na próxima
reunião" e que isso ajuda a valorizar o real.

Paulo Holland / Agência CMA

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