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Após sucessivas quedas do Ibovespa, distorções de preços começam a ficar claras

Bancos, corretoras e casas de análise de investimentos continuam enchendo caixas de e-mails com mensagens otimistas, enquanto o investidor vê o saldo de sua carteira ir ladeira abaixo. “Compre muita bolsa”; “é a maior oportunidade para investir em ações”; “mantenha a carteira que recomendamos para você”.

A verdade é que ninguém sabe quanto falta para atingir o fundo do poço, mas todos têm certeza de que os preços vão parar de cair em algum momento. Assim como era esperado que o ciclo de altas fosse diminuir, mas ninguém poderia dizer que seria a partir da última quarta-feira de cinzas, com o abalo causado por um novo vírus.
Para o investidor que busca tomar suas decisões de forma consciente, a própria chuva de comunicados dizendo “acalme-se” pode ter efeito reverso, como dizer “não pense num Fusca vermelho”.

E vale lembrar que quase 70% das pessoas que hoje investem em ações chegaram no mercado há 2 anos e nunca passaram por nada parecido com isso.

“Sair do mercado em um mau momento pode significar realizar prejuízos e, o que é pior, se ausentar da recuperação”, afirma o professor Carlos Heitor Campani, especialista em finanças do Coppead/UFRJ.

Para ele, é importante que os investidores se apeguem aos fundamentos das empresas nas quais investem, ou seja, o que aquela companhia realmente faz e qual é a sua capacidade de gerar negócios e valor.

E aí entra também o papel das empresas: Elas precisam compartilhar suas visões de curto, médio e longo prazo sobre cenários possíveis, “de maneira clara e com transparência e ética, focando nos impactos sobre seus fluxos de caixas futuros”, afirma. Assim, os investidores podem tomar suas decisões de maneira bem embasada.

Mas isso não significa agir unicamente para evitar que suas ações sejam vendidas, explica Bruno Brasil, diretor-presidente do IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores). Ainda mais nesse momento de variações tão abruptas do mercado, diz Brasil, cabe a cada investidor a avaliação de risco e retorno e a decisão de comprar mais, manter ou vender papéis. O IBRI, ressalta ele, “não entende que ações de retenção e/ou convencimento sejam benéficas ao mercado em geral, pois a percepção de risco e o momento de investimento de cada pessoa é único”.

É claro que é complicado "assistir" o próprio dinheiro desvalorizar mais de 10% em um único dia, em sequência, e não ficar preocupado, principalmente se tiver investido um valor maior do que poderia, como lembra Lucas Taxweiler, especialista de investimentos da Magnetis.

O momento, diz Luis Gustavo Pereira, estrategista-chefe da Guide Investimentos, é ideal para revisar se o risco na carteira faz sentido para o investidor. “Pode ser a hora de se desfazer de parte do risco e, conforme o mercado melhorar, o que é esperado que aconteça nos próximos 3 ou 6 meses, aproveitar as oportunidades que começam a se desenhar agora”, afirma.

E um bom jeito de fazer isso é analisar quais empresas perderam muito valor de mercado, mas continuam com a mesma capacidade para voltar a produzir em breve, analisa Gustavo Aranha, sócio de diretor de distribuição da GEO Capital. “O que fazemos é tentar olhar o quanto aquela companhia vale a longo prazo e o que o mercado fez no curto prazo, para identificar onde estão as distorções. Nelas, estão as oportunidades.”

Algumas empresas já estão enxergando isso, como a própria desvalorização está se tornando uma oportunidade, e criando programas para recomprar suas ações. Clique aqui para conhecer as 17 empresas que abriram programas de recompra para aproveitar as quedas nos preços.

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