O tão aguardado discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, aconteceu na última sexta-feira (23) e marcou uma nova fase na política monetária dos Estados Unidos. Powell disse, durante o simpósio de Jackson Hole, que “chegou a hora” de começar a cortar os juros, praticamente confirmando um ajuste na próxima reunião, em setembro.
A sinalização já era antecipada pelo mercado, mas a oficialização trouxe uma incerteza sobre o tamanho do corte. 69,5% das apostas ainda acreditam em um corte de 25 pontos base, enquanto 30,5% vê um corte mais agressivo, de 50 pontos base, segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group.
Movimento nas bolsas
As falas impulsionaram tanto os Estados Unidos como o Brasil. O S&P 500, principal índice da bolsa americana, subiu 1,45% na última semana.
No Brasil, a entrada de capital estrangeiro (puxada pelo otimismo global), impulsionou o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, para uma alta de 1,24% na semana, levando-o para suas máximas históricas.
Dólar
A redução dos juros nos Estados Unidos também pode influenciar o comportamento do dólar em relação ao real. Com a diminuição do diferencial de juros entre os dois países, o dólar tende a se desvalorizar, o que pode aliviar as pressões inflacionárias no Brasil, uma das principais preocupações do Banco Central (BC).
Expectativas para a semana
O mercado também segue atento à evolução dos dados econômicos, como a confiança do consumidor e o Produto Interno Bruto (PIB) nos EUA. Na Europa, será divulgada a inflação da Zona do Euro. No Brasil, a agenda inclui a divulgação do boletim Focus, dados de emprego (Caged) e IPCA-15, prévia oficial da inflação.
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