O Índice de Preços ao Produtor (IPP) registrou um aumento de 1,58% em julho em relação ao mês anterior, marcando o sexto resultado positivo consecutivo. No acumulado de 2024, os preços da indústria subiram 4,18%, o quinto maior valor registrado para o mês, desde o início da série histórica, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mês de junho, a alta do IPP foi de 1,26%. Já na comparação anual, houve uma deflação, de 0,76%. O IPP é um índice é conhecido como inflação da indústria, por medir os preços de produtos na porta de fábrica, sem incluir impostos e fretes.
Setores da indústria em destaque
Em relação aos dois índices quem compõem o IPP, a taxa na indústria de transformação subiu 1,48% em julho, ante 1,25% em junho. Já o IPP da indústria extrativa teve alta de 3,48% em julho, após 1,61% em junho.
Entre as 24 atividades industriais pesquisadas, 21 apresentaram variações positivas em seus preços. Destaque para a metalurgia, que teve a maior alta, com 4,47%, seguida por papel e celulose (3,79%), indústrias extrativas (3,48%) e refino de petróleo e biocombustíveis (2,83%).
O setor de refino de petróleo e biocombustíveis foi o que mais influenciou o resultado agregado, contribuindo com 0,29 ponto percentual (p.p.) para a variação total de 1,58% no IPP de julho. Metalurgia, alimentos e indústrias extrativas também tiveram forte influência, contribuindo com 0,28 p.p., 0,21 p.p. e 0,17 p.p., respectivamente.
Recorde no desempenho acumulado
No acumulado de 2024, os preços da indústria subiram 4,18%. Este é o quinto maior valor já registrado para um mês de julho desde o início da série histórica, em 2014. Em comparação, no mesmo período de 2023, a taxa acumulada havia sido de -7,17%.
Entre as atividades com as maiores variações no acumulado do ano, destacam-se metalurgia (15,53%), papel e celulose (15,09%), fumo (9,68%) e madeira (9,52%).
Nos últimos 12 meses, até julho, o IPP acumulou uma alta de 6,63%, acelerando em relação aos 4,17% registrados no mês anterior.
Os setores que mais contribuíram para essa variação anual foram papel e celulose (16,15%), refino de petróleo e biocombustíveis (14,41%), indústrias extrativas (12,44%) e outros equipamentos de transporte (11,81%).
Variação por categorias econômicas
Entre as grandes categorias econômicas, a variação de preços em julho foi mais expressiva em bens intermediários, com alta de 1,93%, seguidos por bens de capital (1,28%) e bens de consumo (1,12%).
No caso dos bens de consumo, os preços dos bens semiduráveis e não duráveis subiram 1,30%, enquanto os bens de consumo duráveis tiveram uma leve alta de 0,20%.
Os bens intermediários tiveram a maior influência sobre o IPP geral, contribuindo com 1,07 p.p. dos 1,58% registrados. Bens de consumo e bens de capital contribuíram com 0,41 p.p. e 0,10 p.p., respectivamente.
Grupo CMA
Imagem: Piqsels

