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OI: Ações OIBR3 chegarão pelo menos a R$ 2, afirma BTG

Atualmente na casa dos R$ 1,50, as ações ordinárias da Oi (OIBR3) chegarão pelo menos a R$ 2, prevê o BTG Pactual.

O principal motivo da escalada de 33% nos preços seria o novo plano de recuperação judicial, que ainda precisa ser aprovado em assembleia e tem enfrentado forte resistência de grandes credores.

O banco não ignora as dificuldades que a operadora enfrenta com grandes bancos, seus credores, que se movimentam para barrar o plano na Justiça. “Existem muitos desafios de execução, mas gostamos do que vimos no novo plano e pensamos que a empresa está no caminho certo”, diz o relatório que acompanha a carteira recomendada de ações do banco para o mês de agosto.

É a primeira vez que a Oi entra na carteira recomendada do BTG. “O forte interesse em seus ativos à venda mostra que a empresa pode levantar recursos o suficiente para reduzir a alavancagem enquanto investe na implantação de uma rede nacional de fibra para casa”, explica o banco.

O BTG lista como ponto positivo do novo plano a previsão de vender:

  1. A unidade móvel por um preço mínimo de R$ 15 bilhões;
  2. 25,5% de sua infraestrutura de fibra (backbone, backhaul e last mile FTTH) por um preço mínimo de R$ 6,5 bilhões (R$ 25,5 bilhões por 100%) mais um pagamento extraordinário de dividendos de R$ 2,4 bilhões;
  3. Torres móveis e data centers no total de R$ 1,3 bilhão.

Ainda segundo o BTG, depois das vendas, a Oi estaria operando um negócio de ponta em FTTH para consumidores finais, estimado em pelo menos R$ 4 bilhões, além dos negócios relacionados ao cabeamento de cobre, telefone fixo, banda larga e TV por assinatura.

Além da Oi, a carteira recomendada do BTG para o mês de agosto conta também com Petrobras, Lojas Americanas e JBS. Veja abaixo:

carteira btg agosto 2020
Imagem: Reprodução

 

A briga pela aprovação do novo plano segue quente.

Reportagem do Monitor do Mercado mostrou que, agora, a gigante da telefonia é acusada por dois dos seus maiores credores, Itaú e Banco do Brasil, de tentar manipular a assembleia geral de credores para aprovar o aditamento ao plano de recuperação proposto pela operadora.

A Oi nega qualquer manobra. Afirma que as regras para votar as mudanças foram aprovadas lá atrás, junto com o plano de recuperação original. E diz que os bancos estão tentando mudar a regra do jogo durante a partida.

A estratégia utilizada pela tele, acusam BB e Itaú, é listar acionistas da empresa como se fossem credores (bondholders) com direito a voto na assembleia.

Acontece que a Oi usou, para definir quem teria direito a voto, uma lista de 2017, com os bondholders que votaram na assembleia geral que aprovou o plano de recuperação judicial. Mas, de lá para cá, alguns deles aceitaram quitar suas dívidas em troca de ações da empresa.

Assim, os então credores passaram a ter mais interesse na valorização dos papéis da tele (OIBR3 e OIBR4) do que na quitação de suas dívidas, acusam os bancos, que brigam para que os votos desses players sejam desconsiderados.

A própria postura da Oi, de defender “com bastante vigor” a participação desses acionistas na nova assembleia “já demostra o manifesto e evidente conflito de interesses”, segundo petição apresentada pelo Banco do Brasil à Justiça.

“Não há outra razão, senão a artificial formação de um quórum de deliberação que lhe seja favorável”, acusa o BB.

O Itaú faz coro, apontando conflito entre os interesses dos acionistas e dos credores. E vai além: diz que o novo plano de recuperação foi criado por esses antigos bondholders, aos quais, agora, a operadora busca dar direito a voto.

Segundo o banco, o grupo de ex-credores “passou a influenciar a administração das recuperandas, definiu o conteúdo e autorizou a apresentação do Aditamento ao PRJ”.

Operadora rebate

A operadora ainda não respondeu aos questionamentos perante o Judiciário, mas, em nota enviada ao Monitor do Mercado, rebateu as acusações. O conjunto de credores aptos a votar, diz a Oi, reúne diversas categorias de credores, incluindo alguns com ações da empresa, “mas nenhum com participação superior aos limites legais estabelecidos”.

A acusação feita pelo Itaú, de que o grupo de ex-credores (hoje, acionistas) definiu o conteúdo do novo plano de recuperação, é classificada como “absurda e absolutamente infundada”.

O aditamento foi desenvolvido “exclusivamente pelos Administradores da Companhia, como alternativa viável e sólida para a continuidade de sua recuperação”, afirma, ainda segundo a nota.

A empresa reitera que as mudanças no plano de recuperação devem ser discutidas na assembleia de credores, não no Judiciário. As manifestações dos bancos seriam uma tentativa de “criar turbulência”.

*Imagem em destaque: Wikimedia Commons

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OIBR3,BVMF - OI

CNPJ: 76.535.764/0001-43
  • Preço / Lucro: -0,06
  • Preço / VPA: 0,26
  • EV / EBITDA: 6,73
  • ROE: -138,20%
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