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Em crise, IRB troca responsável por prevenção a fraude de novo

Em crise, com uma impressionante desvalorização de suas ações (IRBR3) e a descoberta de desvios milionários, a resseguradora IRB Brasil RE trocou o executivo responsável pela prevenção a fraudes e por manter a empresa em conformidade com as leis e normas do setor.

É a segunda vez que isso acontece em cinco meses.

A empresa anunciou nesta quarta-feira (19/8) a indicação de Carlos Guerra para vice-presidente executivo de riscos e conformidade, liderando a área de compliance.

Guerra foi diretor da Seguradora Líder-DPVAT, com passagens pelo Itaú e pela seguradora Prudential.  

Wilson Toneto, que ocupava o posto desde março, ganhou o cago de vice-presidente Executivo de Operações e Atuarial.

A troca de peças importantes no tabuleiro da companhia acontece menos de um mês depois da saída do vice-presidente de Estratégia Corporativa e Gestão de Clientes, José Farias, e o diretor técnico da área atuarial Rodrigo Valnísio.

Farias havia assumido o cargo em abril e assessorava o CEO da empresa, Cássio dos Santos, no “Gabinete de Crise de Impactos da Covid-19”.

De acordo com o próprio CEO, a ida de Farias para vice-presidência em questão era parte de uma movimentação para “fortalecer a governança corporativa, com base em práticas internacionais de atendimento aos clientes e parceiros de negócios e na transparência”.

As palavras são semelhantes às usadas para anunciar a chegada de Guerra. Segundo a empresa, servirá para “fortalecer a estrutura de governança da Companhia, com base nas melhores práticas internacionais de atendimento aos clientes e parceiros de negócios”.

O executivo tem um grande desafio pela frente.

Fraude milionária

Quem investe na resseguradora, que foi privatizada em 2013, tem vivido um verdadeiro drama nos últimos meses, vendo os preços subirem e despencarem por conta dos impactos do coronavírus, da divulgação de informações falsas e de denúncias de má gestão.

Recentemente, uma investigação interna concluiu que pelo menos R$ 60 milhões foram pagos pelo IRB Brasil de forma irregular como bônus para um ex-diretor e “colaboradores” da empresa.

Além da fraude, identificou-se também que a empresa recomprou mais ações do que estava autorizada, neste ano. Justamente quando a oscilação dos papéis IRBR3 chamou a atenção do mercado.

Mentiras e buracos

A luz amarela sobre desvios na IRB Brasil RE acendeu quando a gestora Squadra divulgou cartas questionando a contabilidade da companhia.

O caso foi polêmico, pois a Squadra tinha montado uma posição vendida (“short”), se beneficiando da queda dos papéis. Mas chamou a atenção para a gestão da companhia.

Logo depois, as ações tiveram uma alta com a divulgação, pelo jornal O Estado de S.Paulo, que a empresa do megainvestidor Warren Buffet iria comprar uma fatia da resseguradora.

A notícia foi logo desmentida pela própria Berkshire Hathaway e os preços despencaram. E o sinal, que estava amarelo, ficou vermelho.

*Imagem em destaque: piqsels.com

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IRBR3 - IRBBRASIL RE

CNPJ: 33.376.989/0001-91
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