As bolsas dos EUA fecharam em queda nesta terça-feira (11), interrompendo o movimento de alta que vinha sendo registrado após a vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos EUA e o recente corte de juros promovido pelo Federal Reserve (Fed).
A sessão foi marcada pela volatilidade, impulsionada pela alta nos rendimentos dos Treasuries — títulos de dívida do governo dos EUA — e pela realização de lucros.
Desempenho dos índices
- Dow Jones cai 0,86% (43.911,11 pontos);
- S&P 500 recua 0,29% (5.984,01 pontos);
- Nasdaq perde 0,09% (19.281,40 pontos).
Ações ligadas ao “Trump trade”
A correção do mercado impactou empresas ligadas ao chamado “Trump trade”, ações fortemente influenciados pela reeleição do republicano. As ações da Tesla, de Elon Musk, caíram 6,10%, enquanto a Trump Media teve perdas de 8,80%.
Além disso, ações ligadas ao setor de criptomoedas, que haviam sido impulsionadas pela valorização do bitcoin, também perderam força. A Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos EUA, teve uma queda de 1,58%.
Pressão sobre Snap, Boeing e Home Depot
Entre outras companhias, o Snap, dono do aplicativo Snapchat, registrou uma desvalorização de 5,85%. O movimento ocorreu após a publicação de uma reportagem do The Washington Post afirmando que o ex-presidente Trump tentará barrar o processo que busca proibir o TikTok nos Estados Unidos, o que pode aumentar a concorrência no setor de redes sociais.
A Boeing também registrou perdas, com suas ações recuando 2,54%. A fabricante de aviões entregou apenas 14 aeronaves em outubro, e, para garantir a continuidade da produção, aceitou fornecer um adiantamento de até US$ 350 milhões para a Spirit AeroSystems, sua fornecedora de fuselagens, que enfrenta dificuldades financeiras.
A gigante do varejo Home Depot também viu suas ações caírem 1,28% no fechamento, apesar de ter elevado sua projeção de lucro para o ano fiscal. A empresa destacou a persistência da incerteza macroeconômica, o que afetou a confiança dos investidores.
Nvidia sobe
Por outro lado, a Nvidia avançou 2,09%. A expectativa em torno do lançamento de seus novos chips Blackwell, desenvolvidos para aplicações de inteligência artificial (IA), levou o Morgan Stanley a projetar que a empresa manterá sua liderança no setor de IA.







