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Após críticas de Bolsonaro, Petrobras exige que governo se posicione

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A Petrobras pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia (MME) após o presidente Jair Bolsonaro criticar ontem o aumento de 39% no preço do gás natural anunciado recentemente pela companhia e indicar que pode haver mudanças na política de preços da estatal.

Em nota enviada ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras disse que solicitou ao MME informações sobre a intenção do acionista controlador - o governo federal - de fazer "possíveis mudanças na política de preços da companhia".

Na quarta-feira, durante evento para anunciar o novo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Bolsonaro disse que o aumento nos preços do gás anunciado pela Petrobras na segunda-feira era "inadmissível" e que "podemos mudar essa política de preço". Ele também defendeu que é mais importante a Petrobras oferecer "previsibilidade" do que "transparência".

Quando fez o anúncio do reajuste, a Petrobras disse que a alta no preço do gás leva em consideração fórmulas dos contratos de fornecimento que vinculam o valor do gás aos preços do petróleo no mercado internacional e à taxa de câmbio.

"As atualizações dos preços dos contratos são trimestrais. Para os meses de maio, junho e julho, a referência são os preços dos meses de janeiro, fevereiro e março. Durante esse período, o petróleo teve uma alta de 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais. Além disso, os preços domésticos das commodities tiveram alta devido à desvalorização do real", disse a companhia ao anunciar o reajuste.

No discurso de ontem, Bolsonaro colocou em dúvida a integridade da companhia. "Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil?"

Esta foi a segunda vez neste ano em que Bolsonaro criticou publicamente a política de preços da Petrobras e indicou que pretendia alterá-la. A primeira aconteceu no final de fevereiro, quando a companhia elevou sucessivas vezes o preço dos combustíveis em meio à ameaça de greve de caminhoneiros por causa do preço elevado do diesel.

Na época, o presidente disse que haveria mudanças na companhia e, dias depois, anunciou a troca do presidente da estatal. Embora a troca tenha ocorrido dentro dos trâmites esperados - visto que o mandato do então presidente, Roberto Castello Branco, terminaria em menos de um mês -, o mercado entendeu o movimento como interferência na Petrobras.

A decisão de Bolsonaro teve repercussão sobre todo o mercado financeiro brasileiro, como o próprio presidente reconheceu ontem. Segundo ele, nesta época "fomos de novo atacados como interferindo na estatal. As ações caíram, o dólar subiu um pouco mais. Isso influencia no preço final do combustível aqui no Brasil."

O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, ainda está operando abaixo dos níveis em que estava antes do anúncio da troca do presidente da Petrobras, e o dólar continua acima dos níveis observados no mesmo período. O preço das ações da Petrobras está 18% abaixo do registrado antes do primeiro embate entre o presidente e a companhia em fevereiro.

Gustavo Nicoletta / Agência CMA (g.nicoletta@cma.com.br)
Copyright 2021 - Grupo CMA / Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil

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