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Por que a Bolsa fechou em queda de 1,25% nesta terça-feira

O pregão de hoje foi praticamente todo em queda, apenas nos primeiros negócios do dia a Bolsa ensaiou operar em terreno positivo, mas não sustentou. Assim que abriu Nova York, a perda se instalou e mais perto do fechamento acentuou o recuo.

O Ibovespa fechou em queda de 1,25%, aos 117.712,00 pontos. A mínima foi de 117.630,62 pontos e a máxima de 119.293,42 pontos. O giro financeiro foi de 29,2 bilhões. 

O principal índice da B3 acompanhou o movimento negativo dos índices acionários em Nova York que caíram por realização de lucros, e no Brasil os papéis do setor financeiro também pressionaram o Ibovespa, principalmente do Itaú, após o desempenho de ontem devolveram os lucros. 

As bolsas norte-americanas Nasdaq e S&P 500 encerram em baixa de 1,88% e 0,66% respectivamente. O índice Dow Jones mudou de direção e registrou ganho de 0,06%.

Os papéis do setor financeiro caíram: Itaú (ITUB4) perderam 4,26% Bradesco recuaram (BBDC 3 BBDC4) 3,05% e 3,01%, respectivamente (SANB11) baixaram 2,72% e Banco do Brasil (BBAS3) apontaram retração de 1,27%. 

Na avaliação de Bruno Komura, estrategista de renda variável da Ouro Preto Investimentos, no mercado externo está ocorrendo uma rotação entre as áreas. "Os setores que se beneficiaram com a pandemia e subiram bastante, como o de tecnologia, agora estão realizando os lucros. Os investidores estão saindo desses papéis e migrando para as ações que perderam como de varejo e bancos", comenta.

Outro fator que ajudou na queda foi o adiamento da leitura do relatório da reforma tributária, na comissão mista do Congresso, pelo deputado e relator da proposta Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para o dia 11 de maio, disse uma fonte que não quis se identificar. 

Uma fonte afirmou que o comentário da secretária do Tesouro norte-americano, Janet Yellen, afirmando que pode aumentar os juros para que não haja superaquecimento da economia também "ajudou na queda dos índices", comentou a fonte.

O mercado esteve atento ao depoimento do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que segue no Senado. "O depoimento do Mandetta pode ter afetado o mercado, mas as respostas nesta linha que adotou já eram esperadas", afirma o estrategista de renda variável da Ouro Preto Investimentos. Hoje ainda será ouvido o ex-ministro Nelson Teich e Eduardo Pazuello irá depor em 19 de maio.

 

Soraia Budaibes / Agência CMA
Copyright 2021 - Grupo CMA
Imagem em destaque: Piqsels.com

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